Saída pelo aeroporto

Tutty Vasques

15 Outubro 2011 | 06h14

ilustração pojucanO PT procura uma saída honrosa para Marta Suplicy recuar da candidatura em São Paulo sem perder o rebolado. Não pode ser um bota-fora qualquer! A senadora, como se sabe, não precisa da política para ser o centro das atenções nos melhores salões de sua cidade.
Nada que o dinheiro compre, no caso dela, compensa o desconforto íntimo de ser ofuscada pelo apagado Fernando Haddad, o escolhido de Lula para debutar nas urnas da capital em 2012.

Não transparece em público por causa do botox e do penteado impecável, mas, por dentro, Marta deve estar se sentindo como a irmã da Cinderela quando rejeitada no teste do sapatinho.

De uma hora pra outra, sua candidatura virou abóbora e, pelo andar da carruagem, se não aparecer rapidinho uma fada ou um José Dirceu de condão para contornar a situação o feitiço pode acabar em bafafá nas prévias do partido. O santo dela é forte pra dedéu!

Flores, caixa de bombom, ingressos para ópera, chás ingleses, champanhe, cremes rejuvenescedores, todo dia alguém do PT lhe faz um agrado, mas, comenta-se na base aliada do governo, só o cargo de embaixadora em Paris resgataria a autoestima de Marta Suplicy. Feio, cá pra nós, ela não faria, d’accord?!