Samba chapa branca

Tutty Vasques

04 de março de 2014 | 06h54

reproduçãoO debate sobre a importância histórica das biografias não autorizadas vai acabar batendo às portas das escolas de samba para questionar o tanto de confete que os chamados “enredos biográficos” jogam na vida dos homenageados na avenida. ‘O voo real do Fenômeno’ não é bem aquele que a Gaviões da Fiel traçou para Ronaldo no Anhembi.

Enredo biográfico é sempre a mesma rasgação de seda! No Rio, o Mago Boni, o Rei Zico e o Mito Ayrton Senna, cada um com seu cada qual, disputaram o brilho maior entre os “gênios da raça” em exposição na passarela. Todo mundo é o cara quando cai nas graças do samba.

Modéstia à parte, Luiz Fernando Verissimo parecia até mais envergonhado que de costume no alto do carro alegórico da Imperadores do Samba, escola gaúcha que o reverenciou no carnaval de Porto Alegre. Faltou ao mestre coragem para cantar o samba anunciando que “sobre as asas de um anjo o menino libriano chegou”. Quem não bebe tem dificuldades de se imaginar assim!

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