Samba do economista doido

Tutty Vasques

05 de junho de 2013 | 06h06

ilustração pojucanÉ sempre assim: quando a gente tem a sensação de que o noticiário econômico vai emplacar seus prognósticos de fim do mundo no Brasil, inesperadamente um índice qualquer se recupera a tempo de abortar a catástrofe iminente nas manchetes de primeira página.

Agora mesmo, o crescimento de 1,8% na produção industrial de abril salvou a pátria mais uma vez! Se não resolve o déficit anual do setor, pelo menos dá uma amenizada na saraivada de más notícias financeiras das últimas semanas.

A coisa vinha num crescendo aterrorizante: inflação e juros em alta; retração no consumo e no crédito; avanço da inadimplência; disparada do dólar; déficit comercial recorde; e o PIBinho, ó!

Chegou a um ponto que dava até medo entrar numa banca de jornais.

O fim do mundo em curso foi temporariamente desmoralizado pelos números da indústria divulgados pelo IBGE, mas o brasileiro que não entende os economistas deve comemorar as boas novas com moderação: qualquer despesa a mais no botequim pode quebrar o País!

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