Se não der, pau vai comer!

Tutty Vasques

01 de março de 2014 | 06h13

reproduçãoFez ontem oito dias que, a caminho da sessão que começaria a julgar os tais embargos infringentes dos condenados pelo mensalão, o ministro Joaquim Barbosa disse a jornalistas que não daria a mínima – tá sabendo? –, não estaria nem aí se o plenário viesse a absolver os réus do crime de formação de quadrilha: “Não tenho interesse nenhum. Der o que der, para mim tanto faz.” Parecia outra pessoa!

Hoje, sabemos, fracassou por completo esta tentativa de construção de uma espécie de ‘Joaquinzinho Paz e Amor’ insinuada pelo presidente do STF naquela sexta-feira, dia 20, nos termos supracitados em aspas de sua excelência. O homem virou onça de novo no tribunal! Voltou a ficar do jeito que o povo gosta ao sair mordendo, um por um, o calcanhar dos dissidentes de seu consagrado pensamento único.

É esse Joaquim Barbosa que uma parte considerável do Brasil quer na Presidência da República. Se as eleições fossem hoje, não sei, não, viu? Era capaz de dar samba!

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