Se torcer, não beba!

Tutty Vasques

08 de dezembro de 2011 | 06h06

reproduçãoUma coisa é certa: quem é a favor da venda de bebidas alcoólicas em estádios de futebol, na melhor das hipóteses, nunca esteve numa arquibancada cheia com vontade de ir ao banheiro. Quem já passou pelo constrangimento de ter que fazer xixi atrás de uma pilastra qualquer pelo caminho é contra a liberação da cerveja em arenas de futebol!

E o que dizer do bafo borrifado de cevada a cada xingamento ou grito solto de gol do cara atrás de você? A birita, como se sabe, potencializa indistintamente a euforia e a depressão do torcedor. É combustível derramado para comemorar ou tentar esquecer, fogo nem sempre amigo para quem está de tanque cheio acomodado no cimento quente!

Não que, sóbrio, o brasileiro se comporte bem nos estádios, mas, à medida que bebe durante os jogos, o chato fica mais chato, o desbocado mais desbocado, o valentão mais valentão, o animal mais animal, o mijão mais mijão…

O drama da sobrecarga nos mictórios bastaria para tornar indefensável a venda de goró nos estádios, mas já viu deputado ou dirigente de futebol fazendo xixi no banheiro da arquibancada?

Fora isso, vocês sabem, né? Nem preciso falar!