Seja o que Deus quiser!

Tutty Vasques

05 de junho de 2009 | 22h28

A única dúvida que Dunga ainda tem para o jogo de hoje contra o Uruguai é de ordem pessoal e, cá pra nós, o técnico não precisa mesmo que dar satisfações à imprensa se vai ao Estádio Centenário com a camisa social salmão ou com a outra lilás de gola rolê, sob o bom e velho casaco marrom. Faz frio em Montevidéu e o time é aquele que todo mundo conhece, sem o Ronaldinho Gaúcho, ou seja, pode dar espetáculo ou vexame, depende muito dos deuses do futebol.

Não é de hoje que a exibição da Seleção nada tem a ver com a inegável qualidade da maioria dos jogadores convocados ou com a reconhecida burrice de grande parte dos técnicos contratados. Por pior que seja a escalação, sempre sobra talento pro gasto no time brasileiro. Não raro, também, a melhor formação evolui abaixo da crítica. É por isso que, ultimamente, a gente sempre espera até os 15 ou 20 minutos de bola rolando para decidir se vai torcer a favor ou contra em cada jogo.

Particularmente, acho que a Seleção é sempre melhor quando Dunga vai a campo de camisa salmão, mas, como já disse, isso é problema dele.

Texto publicado no caderno Cidades/Metrópole deste sábado no ‘Estadão’

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