Seleção de patrocinadores

Tutty Vasques

25 de maio de 2010 | 09h21

ilustração pojucan

ilustração pojucan

Antes de declarar guerra ao confinamento absoluto que se planeja para a Seleção nesta Copa, a imprensa deveria apresentar à CBF as armas de que dispõe para o confronto. Quem sabe a direção da entidade não aceita negociar com jornalistas um espaço mais próximo do “grupo”, se os cadernos de esportes ameaçarem esconder o carnaval de marcas publicitárias expostas nos uniformes de treino e no cenário montado para raras e rápidas entrevistas.

         Ainda que, se dependesse do Dunga, o time só viria a público no jogo de estreia na África do Sul, Ricardo Teixeira sabe que é preciso mostrar ao torcedor a penca de patrocinadores da Seleção. Só por isso alguns treinos têm imagens liberadas para divulgação. A gritaria da publicidade naquele pano de fundo das coletivas de imprensa contrasta com o discurso em geral acanhado, vazio e bem ensaiadinho para não produzir informação.

         O que se busca nos jornais do dia seguinte é a imagem da Seleção carimbada com a marca de anunciantes que pagam à CBF uma grana preta pela publicidade espontânea no noticiário. O jornalismo, que não ganha nada com isso, devia cobrar, em troca, um mínimo de respeito.

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