Seleção: exemplo para políticos!

Tutty Vasques

01 Junho 2012 | 06h07

ilustração PojucanQuem dera política fosse igual a futebol! Imagina só se, da noite pro dia, assim sem mais nem menos, todo mundo em Brasília começasse a fazer a coisa certa dentro de suas atribuições como, de repente, passou a acontecer em campo com o time do Mano Menezes.

Até a semana passada, convenhamos, as exibições da Seleção eram tão enfadonhas, irritantes e de certa forma inexplicáveis quanto qualquer sessão de CPI ou reuniãozinha de titãs na casa do Nelson Jobim.
Dava sono, vontade de vaiar e, por fim, aquela sensação de que, também dentro das quatro linhas, o Brasil não tem mais jeito.

Não era falta de gente competente para atuar nem de vontade para acertar. Há quem diga agora que nos dois últimos jogos o time achou no jovem Oscar seu camisa 10 ideal, como se o Ganso não fosse esse cara até outro dia.

O fato é que a Seleção desencantou e ninguém sabe muito bem por quê!

Se, como acreditam os supersticiosos, o problema era a urucubaca de Ricardo Teixeira na CBF, quem sabe Brasília também não tem uma caveira de burro dessas enterrada por lá. Resta saber quem encarna esta figura no centro das decisões políticas do País. Alguma pista?