Sem peru de véspera

Tutty Vasques

29 de novembro de 2013 | 02h02

ilustração pojucanNão tem jeito: o brasileiro só vai dar importância à tal Black Friday quando a data cair no meio de um feriadão. A promoção comercial é esse sucesso todo nos EUA porque lá a última sexta-feira de novembro é sempre o day after do Dia de Ação de Graças (a Deus que hoje não tem trabalho).

Da Filadélfia a São Francisco, a Black Friday é o dia em que o americano sai de casa para gastar no shopping, em dólar, as calorias a mais que ingeriu de véspera para, originalmente, agradecer as boas safras do outono na Nova Inglaterra.

Aqui no Brasil, a última quinta-feira de novembro é um dia quente como outro qualquer, a não ser pelo bombardeio de anúncios promocionais via internet para o dia seguinte. Nossa Black Friday é, desde 2010, uma data virtual de consumo sem qualquer contexto de fartura na vida do brasileiro.

Muita gente nem sabe o que é isso, mas aos poucos a classe ‘C’ vai percebendo que, em português claro, ‘black’ quer dizer liquidação e ‘friday’, maluca.

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