Sensação térmica de primeiro mundo

Tutty Vasques

11 Maio 2013 | 06h09

reproduçãoEstá aberta a temporada das reportagens sobre a sensação térmica de não estar no Brasil estando nas regiões serranas do Sul do País.

Os primeiros carros com cobertura de gelo, a geada no campo, a cachoeira congelada e, com um pouco de sorte, os 15 segundos de fama da neve na manchete do ‘Jornal Nacional’.

Em nenhum outro lugar do mundo, que eu saiba, a imprensa não dorme à espera de um flagrante de frio de rachar. Pode ser o termômetro da pracinha registrando três graus negativos antes do amanhecer ou o passeio do turista agasalhado para pernoitar no Himalaia.

Dá pena ver as jovens repórteres dos telejornais da manhã batendo queixo nos vilarejos em busca do plano síntese do inverno que se anuncia sem novidades climáticas em 2013.

Resta saber se juntando toda a neve que cair em São Joaquim (SC) vai dar para a turistada fazer ao menos um boneco na calçada do hotel.

É o tipo de deslumbramento que, cá pra nós, não chega a ser mais ridículo que aplaudir o pôr do Sol no verão.