Sigilo de vaquinha

Tutty Vasques

07 de fevereiro de 2014 | 05h10

ilustração pojucanSó há uma maneira de investigar a suspeita levantada pelo ministro Gilmar Mendes de lavagem de dinheiro nas bem sucedidas campanhas de doações para pagamento de multas impostas pelo STF aos condenados pelo mensalão: a primeira quebra de sigilo de vaquinha no Brasil depende apenas de uma consulta de constitucionalidade que tramita no Ministério Público Federal.

O PT já avisou que só abre a lista de doadores se houver mandado judicial para isso, mas já há no partido quem defenda a revelação espontânea dos contribuintes com a arrecadação solidária. O ex-ministro Nelson Jobim, o senador Eduardo Suplicy e o advogado Celso Antônio Bandeira de Mello foram os primeiros a saírem do armário de doadores.

O trio abriu a porteira para mais de 3 mil amigos secretos de Genoino, Delúbio & Cia cujos nomes continuam salvaguardados pelo sagrado direito de sigilo de vaquinha. Sair por conta própria pode ser a melhor resposta às aleivosias do Gilmar Mendes. Vamos lá, gente, coragem!

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