Sinalizadores no Congresso

Tutty Vasques

01 Março 2013 | 06h52

ilustração pojucanPor duas ocasiões na última quarta-feira, a oposição quase foi às vias de fato com a base do governo no parlamento. Numa dessas, se alguém acende um sinalizador, já viu, né? Acaba o Congresso com portões fechados igual ao Pacaembu em dias de jogos do Corinthians pela Libertadores.

O clima de torcida organizada começou nos corredores da Câmara com xingamentos e empurra-empurra de deputados por causa de uma placa alusiva ao mensalão introduzida pelo DEM na exposição comemorativa dos 33 anos do PT. Sabe quando uma torcida expõe nos estádios o caixão com as cores do adversário? Por aí!

Retomado no plenário, o quebra-pau foi interrompido na altura do primeiro tapa, mas promete ganhar contornos de arquibancada cheia com a queda no STF da liminar que impedia por ora o confronto sobre a redistribuição dos royalties de petróleo, clássico de maior rivalidade no atual Congresso.

O País não ganha nunca quando o que está em jogo é a vitória do governo ou da oposição, mas não existe outra ideia política em disputa no Brasil! Nada, porém, justifica o uso de sinalizadores em plenário. Viu só o que aconteceu com o Corinthians?