Síndrome de célula-tronco

Tutty Vasques

30 de agosto de 2013 | 05h46

reproduçãoSimultaneamente aos óvulos masculinos e aos espermatozoides femininos em produção nos laboratórios do Japão, cientistas austríacos acabam de anunciar a criação em cativeiro de minicérebros do tamanho de uma ervilha.

Some-se a isso notícias recentes sobre a geração de neurônios a partir de urina na China e as experiências em curso com falsas memórias implantadas em camundongos nos EUA e, resultado, tem gente por aí começando a ficar com medo desse papo de célula-tronco cada vez ganhando mais espaço nas editorias de Ciência da grande imprensa.

Da orelha ao fígado – sem falar no hambúrguer –, tudo enfim que a matéria plástica não conseguiu substituir em seu tempo será um dia feito de células-tronco. Existe hoje uma tropa de jaleco branco criando rim, coração, nariz, dente, pele, artéria e o escambau em tubos de ensaio.

Não demora muito, qualquer um poderá um dia montar seu próprio Frankenstein sem precisar sair por aí saqueando cemitérios. Não é assustador?

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