Só falta falar grosso!

Tutty Vasques

15 de abril de 2010 | 09h27

ilustração pojucan

ilustração pojucan

Se Dilma Rousseff fez plástica e José Serra operou a gengiva, que diabos Marina Silva está esperando para mudar aquela voz de taquara rachada? Não sei se fonoaudiologia resolve, mas não é possível que a ciência moderna, com tantos métodos terapêuticos avançados por aí, não encontre ao menos um paliativo para a estridência em sua fala.

Quem a está acompanhando pelos jornais sabe que Marina é, além de a mais bonitinha dos três – o que não chega a ser vantagem alguma -, a única pré-candidata com propostas concretas de governo. Melhor ainda: só ela poderia salvar o Brasil da polarização eleitoral nojenta entre o PT e o PSDB, mas quem vai aguentar ouvir o que a ex-senadora tem a dizer de viva-voz no ‘horário de propaganda gratuita’? No calor de um debate na TV, o timbre de seu discurso é capaz de quebrar taças na casa do eleitor.

Com tantos intelectuais entre os colaboradores da candidata, francamente, não é possível que ninguém aborde o problema com medo de melindrá-la. Alguém do comitê de campanha podia ao menos perguntar à Marília Gabriela o que ela faz pra ficar com a voz daquele jeito, né não?