Só pensam naquilo!

Tutty Vasques

03 de fevereiro de 2010 | 06h10

Houve um tempo em que ‘Suvaco do Cristo’ era o cúmulo da irreverência batismal dos blocos cariocas. A Igreja cansou de reclamar: por que não escolher um nome mais poético ou referente ao berço da agremiação – tipo ‘Simpatia É Quase Amor’ ou ‘Banda de Ipanema’? De alguns anos pra cá, no entanto, a polêmica com os foliões do Jardim Botânico – bairro à sombra de uma das axilas da estátua do Corcovado – foi soterrada por uma avalanche de blocos bem menos católicos na razão social de seus estandartes.

Em 2010, a programação oficial da Prefeitura do Rio prevê o desfile dos seguintes grupos carnavalescos: Calma, Calma, Sua Piranha; Balanço do Pinto; Katuca Que Ela Pula; Butano na Bureta; Só o Cume Interessa; Espreme Que Sai; Cutucano Atrás; Xupa Mas Não Baba; Dá Um Cadinho Pra Nós; Já Comi Pior Pagando; Pinto na Perereca; Encosta Que Ele Cresce; Pinto Sarado, Incha Rola; Vem Ni Mim Que Sou Facinha; Rola Preguiçosa; Fogo na Cueca; e Vai Tomar no Grajaú.

Nem na época do boom da pornochanchada se via coisa igual nos letreiros de cinema do País.