Sob a lona do Conselho de Ética

Sob a lona do Conselho de Ética

Tutty Vasques

02 Agosto 2009 | 09h28

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

O pessoal da Turma do Casseta & Planeta deve estar preocupadíssimo com a concorrência desleal na grade da semana. Podia cair numa segunda-feira de CQC, extraordinariamente num domingo de Pânico ou num sábado de Zorra Total, mas não: o Conselho de Ética do Senado estreia nova temporada com transmissão ao vivo para todo o Brasil justo na próxima terça-feira, 4 de agosto, dia do programa de humor de maior sucesso da televisão brasileira nos últimos tempos.

Respeitável público! Vai começar a maior palhaçada que já se assistiu em matéria de política na era da TV Senado. Com Paulo Duque à frente de Wellington Salgado e Almeida Lima, o PMDB promete resgatar o melhor do estilo Os Três Patetas na defesa do indefensável. Difícil precisar o que vai acontecer nesse picadeiro, o improviso costuma ser a base do trabalho desse incrível exército de trapalhões. A diferença do que eles fazem para a chamada comédia ‘stand up’ é que ninguém fala de pé no Conselho de Ética.

Este ano, em vez de pizza, periga acabar em guerra de torta na cara entre as turmas de Sarney e Arthur Virgílio a anunciada troca de representações por quebra de decoro no trato com a coisa pública. “Toma essa aqui pelo namorado da neta que Vossa Excelência empregou no Senado.” Ploft! “Ah é? Então toma essa aqui por aquele seu assessor que foi estudar na Espanha e continuou ganhando salário pago pelo povo.” Splash!

Acredite: se indignar com essa gente é perda de tempo. Divirta-se!

Texto publicado no caderno Aliás deste domingo no ‘Estadão’.