Sonhar não custa nada!

Tutty Vasques

31 de agosto de 2013 | 06h08

reproduçãoSe foi tão fácil e deu tão certo no Iraque e no Afeganistão, francamente, tem tudo para ser mamão com açúcar a ação militar dos EUA na Síria.

Do jeito que são bons de mira e criteriosos na escolha dos alvos, as forças americanas de libertação logo serão recebidas com festa pelo povo sírio nas ruas de Damasco.

Bashar al-Assad rendido e seu arsenal químico apreendido serão apresentados ao mundo como troféus de uma guerra plenamente justificável e bem conduzida para banir a barbárie e restabelecer os direitos humanos numa região subjugada pela insanidade de um ditador.

Israel e o Hezbollah vão apenas observar à distância a “ação discreta e limitada” dos “bombardeios cirúrgicos” necessários para o sucesso da operação. A ONU dará, enfim, o braço a torcer: os americanos tinham razão!

Outro sonho de Obama se concretizou na quarta-feira: a primeira-dama Michelle tirou aquela franjinha ridícula para ir à cerimônia dos 50 anos de outro famoso sonho americano.

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