Superclássico da poluição na China

Tutty Vasques

10 Outubro 2014 | 17h28

reproduçãoA caixinha de situações desagradáveis para a prática do futebol acaba de ganhar um novo complicador: como se não bastassem as dificuldades de praxe com a altitude nos Andes e com o gramado nos EUA, o Superclássico das Américas disputado neste sábado em Pequim testa os efeitos da poluição acima de qualquer padrão aceitável no desempenho dos atletas em campo.

Neymar e Messi deviam jogar de máscara de gás em meio à poeira tóxica urbana agravada pela queima de palha em fazendas do interior da China. Nos últimos dias de treino, a qualidade do ar medida por um aplicativo de celular nas imediações do Estádio Ninho do Pássaro chegou muito perto do nível ‘Trágico’. Resultado: “Para respirar é um pouco complicado”, definiu Robinho.

Tem a vantagem de, depois, poder servir de desculpa! Como diria Galvão Bueno, acordar cedo no sábado é ruim, mas acordar cedo no sábado para ver o Brasil perder da Argentina é mil vezes pior! Maldita poluição!