Tempo perdido

Tutty Vasques

14 Fevereiro 2009 | 09h55

Se, pelas contas do governo, o Brasil economizou R$ 4 bilhões – papo de 2 mil megawatts – com o horário de verão que termina a meia-noite de hoje, custava alguma coisa devolver com juros e correção monetária os 60 minutos que nos tomaram na calada da noite de 18 para 19 de outubro de 2008? Corrigida pela taxa Selic, que fosse, aquela horinha confiscada renderia, miseravelmente, uns 15 minutos de acréscimo no sono deste fim de semana, fora o tempo regulamentar a restituir.

Ainda que o Operador Nacional do Sistema – ô, raça! – não esteja disposto a dividir os ganhos da temporada, por que não nos devolver em dia útil a hora redonda que o verão pegou emprestado? Imagina a diferença que isso não faria numa madrugada de quinta-feira, agora que os jogos dos campeonatos regionais da noite de véspera começam depois do Big Brother Brasil, às 22h!

Sem esta perspectiva de momento, perde o governo a oportunidade de agradar e a oposição, de reclamar. Coisa de gente que não sabe o que é hora extra. Aproveite bem a sua amanhã!

Texto publicado no caderno Metrópole/Cidades deste sábado no ‘Estadão’.