Tiro n’água

Tutty Vasques

28 de fevereiro de 2014 | 00h04

reproduçãoTem gente que critica o alto custo do equipamento no mercado internacional – cerca de R$ 1,8 milhão, cada –, mas o grande problema na aquisição pela PM de São Paulo dos veículos blindados antiprotestos com canhão de água é, na hora agá, faltar munição.

Se o próprio Alckmin já não descarta a possibilidade de racionamento iminente, como o governo vai explicar a falta d’água nas torneiras com todo aquele desperdício jorrando pelo ladrão dos carros de combate da polícia?

Ainda que haja uma reserva técnica do precioso líquido para uso exclusivo em operações de Segurança Pública, periga o tiro sair pela culatra: em vez de dispersar multidões – função preponderante da traquitana de combate –, capaz reunir à frente dos black blocs um batalhão de donas de casa munidas de baldes na esperança de servirem de alvo para os jatos d’água disparados a esmo.

Enfim, talvez seja o caso de insistir nos métodos de repressão a seco, né não?

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