Titular do ataque de nervos

Tutty Vasques

30 de maio de 2009 | 09h25

Se a idéia da contratação de Obina era, como justificou Vanderlei Luxemburgo ao jogá-lo em campo na quarta-feira, “mexer com o emocional da torcida”, o técnico está no caminho certo. Só ao longo da temporada, porém, saberemos se o remédio emprestado pelo Flamengo provocará euforia ou depressão no paciente das arquibancadas do Parque Antártica.

A massa rubro-negra só lembra agora de suas pixotadas. Esquece que Obina também lhe proporcionou os melhores momentos do Flamengo nos últimos 4 anos. Entre um e outro lance bisonho, deu títulos ao clube, salvou o time do rebaixamento, foi vilão e herói, um verdadeiro fenômeno.

Promete não ser diferente no Palmeiras. O tempo dirá se ele veio apressar a demissão de Luxemburgo ou coroar o técnico que apostou na maluquice de seu futebol com um gol de placa na final da Libertadores. Seja como for, a Mancha Verde jamais será a mesma depois de Obina.

Texto publicado no caderno Cidades/Metrópole deste sábado no ‘Estadão’.