Tomara que chova!

Tutty Vasques

23 de outubro de 2010 | 06h22

ilustração pojucanNo meu governo, depois explico os motivos, todo político em campanha – ô, raça! – terá que manter certa distância regulamentar da praia. Até lá, especialmente neste fim de semana, o melhor que pode acontecer no Rio às vésperas de uma eleição é chover. Chover muito! Do contrário, a praia no domingo pode virar de verdade o inferno que o carioca andou ensaiando dia desses em calçadão longe do mar.

Tropas de elite dos dois presidenciáveis tiraram o dia sagrado do mergulho para confrontar todas as suas forças – Lula e Dilma x Serra e Aécio – nas avenidas a beira-mar, do Leme ao Leblon. Tão previsível quanto briga de torcida organizada convocada pela Internet, a mobilização lado a lado da militância tem tudo para levar às vias de fato a baixaria política mantida até aqui na fronteira da provocação com a pancadaria.

Ainda que não houvesse risco de bofetão, a simples presença de políticos em campanha na praia é a derrota do corpo-a-corpo cultuado pelos banhistas em seu santuário natural. Como se já não bastassem as línguas negras na areia! No meu governo, isso também vai acabar!

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