Turismo catástrofe

Tutty Vasques

26 de agosto de 2011 | 06h14

ilustração pojucanTem turista brasileiro – ô, raça! – desconsolado em Manhattan. Gente que estava em Nova York no dia em que a terra tremeu na costa leste e, todavia, não terá nenhuma história para contar a respeito quando voltar de férias.

O terremoto sem pânico, feridos ou tumultos da última terça-feira na Big Apple foi tão mixuruca que uma boa parte da cidade só se deu conta do que tinha acontecido quando ligou a TV ou, no caso de estrangeiro a passeio, recebeu telefonema de parente preocupado em seu país de origem.

A sensação, como bem definiu alguém que saiu de Belo Horizonte com a família em excursão pelos EUA, “foi a de acordar em São Joaquim e ficar sabendo que nevou até agorinha mesmo, sô!”

A turma que já comprou quase tudo que tinha que comprar em Nova York torce agora para que o furacão Irene não vire um ventinho de nada quando, a qualquer momento, chegar à Time Square. Se der pra tirar uma foto de um guarda-chuva virado com o neon dos letreiros ao fundo já valeu a viagem!

Pode ser arriscado esperar até 11 de Setembro pra ver se acontece alguma coisa de grande magnitude por lá. Vai que…

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