Um apagão no fim do túnel

Tutty Vasques

23 de julho de 2010 | 06h18

ilustração pojucan

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Dá para acreditar que “não se falou em estádio” na conversa que o presidente da CBF manteve na quarta-feira com o governador e o prefeito de São Paulo? Ricardo Teixeira saiu eufórico do encontro no Palácio dos Bandeirantes para dar a notícia de que, de maneira geral, “não se falou nada objetivamente” sobre como não deixar o maior estado do País fora da festa da Copa do Mundo de 2014.

         Craque na arte de não dizer nada como quem diz algo importante, Teixeira classificou o papo como “excelente”. Se depender do cartola que preside a CBF há 21 anos, o torcedor paulistano pode dormir tranquilo: “Nas próximas semanas acharemos uma solução!” Se Deus quiser!

         Se depender do prefeito Gilberto Kassab, está resolvido: “Não vamos botar dinheiro público nisso!” – tem sido sua única fala no script do impasse.

Sem nada a acrescentar, o governador Alberto Goldman parecia não entender que diabos aquele batalhão de jornalistas esperava deles ouvir após a reunião. “Será que estamos decidindo aqui o futuro da humanidade?” Graças a Deus, não!

         Imagine só se, lá dentro, discutissem medidas emergenciais contra o fim do mundo iminente! Ainda bem que falavam de futebol, né?

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