Um torpedo para Condoleezza

Tutty Vasques

27 Agosto 2011 | 01h19

reproduçãoEla não confessa nem sob tortura da CIA, mas quem esteve com Condoleezza Rice nos últimos dias percebeu de cara: os olhinhos da ex-secretária de Estado dos EUA brilham mais intensamente desde quinta-feira, quando correu a notícia sobre o álbum, todinho de fotografias dela, que Muamar Kadafi, em fuga, deixou pra trás em sua fortaleza de Bab al-Azizia, em Trípoli.

É o tipo de agrado de ditador africano que não deixa o objeto de seu desejo de saia justa, como aconteceu com a modelo britânica Naomi Campbell, que foi parar no Tribunal de Haia por causa de um “diamantezinho de nada” que admitiu ter recebido a título de galanteio de Charles Taylor, o terrível ex-presidente da Libéria.

O caso de Condoleezza é diferente! Ela não fez nada de errado e, cá pra nós, o fetiche do ex-ditador é um desses raríssimos momentos platônicos na biografia do homem que ensinou o bunga-bunga a Berlusconi.

Foi bom para ela acordar de novo notícia mundo afora no papel da mulher sedutora que os ossos do ofício escondiam. Daí o tal sorriso diferente que não consegue disfarçar nem dos vizinhos, mas é bom parar por aí. Vai que o cara resolve lhe mandar um torpedo!