Universo paralelo

Tutty Vasques

11 de dezembro de 2011 | 06h14

Desde o noticiário da véspera da frustrante revelação pelo Vaticano do 3º Segredo de Fátima, em maio de 2000, o mundo não vivia expectativa igual: a comunidade científica, contam os jornais da semana, está levando a maior fé na possibilidade de ter chegado, enfim, bem próxima de desvendar o enigma constituinte fundamental do Universo.

O mistério do Bóson de Higgs, também conhecido como “Partícula de Deus”, estaria com os dias contados nos experimentos realizados no Grande Colisor de Hádrons (GCH), em Genebra.

Cá pra nós, nessas horas é que a gente se dá conta das sequelas evidentes em quem – não deve ser o caso do leitor – na juventude matava aulas de Física e de Catecismo, indistintamente.

Quando a Ciência explicada em linguagem jornalística fica tão incompreensível quanto o milagre da fé, a culpa não é, decerto, do redator que pegou o pepino de anunciar aos leigos a descoberta iminente da tal “partícula que dá massa a todas as demais que formam o átomo”. Sem ela, a vida tal qual a conhecemos seria abortada pela insustentável leveza do Universo, tá dando pra entender?

Depois de uma certa idade, quanto mais você lê a respeito do que não aprendeu na hora certa, mais se confunde: Bóson de Higgs – ninguém precisa decorar esta parte – “é uma partícula elementar surgida logo após o Big Bang para validar o modelo padrão atual de toda partícula”, percebeu?

Nada que a literatura acadêmica já não tenha explorado de forma sistemática e conclusiva, mas o que tornou o assunto de novo excitante nas rodinhas de cientistas é a chance real de se comprovar na prática a existência dessa espécie de Ponto G da Física.

Entendeu agora ou quer que o Ziraldo desenhe?

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