Valores pessoais

Tutty Vasques

27 de fevereiro de 2010 | 09h28

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José Roberto Arruda deu sua palavra de honra de que, se for solto, não vai reassumir o governo do DF até o fim das investigações. Isso é mais ou menos como o Gilberto Kassab jurar pela felicidade de seus filhos que jamais recebeu doação ilegal em campanha eleitoral. Mal comparando, tem o mesmo valor de um fio de bigode do José Dirceu ou de uma garantia qualquer de Raúl Castro a respeito dos direitos humanos em Cuba.

A honra apalavrada de Arruda é como o dedo mindinho da mão esquerda do Lula – tão evidente quanto o bom-humor do Dunga, a sobriedade do Zé Celso Martinez Corrêa, a simpatia do José Serra, a inteligência da Luciana Gimenez, a delicadeza do Hugo Chávez, a humildade do Cristiano Ronaldo, a elegância da Susana Vieira, a dieta do Ronaldo Fenômeno, a fidelidade de Tiger Woods, o charme do Ratinho, a barriga do Marco Maciel, a inocência da Paris Hilton ou a palavra de homem do Elton John

A Justiça levará, decerto, tudo isso em conta na hora de decidir sobre a liberdade do Arruda.