Vontade de chamar o Raul

Tutty Vasques

13 Julho 2012 | 02h19

ilustracao pojucanTem horas que o melhor não só para o depoente como para a própria CPI que o convocou é o sujeito se fazer valer do sagrado direito de ficar calado. Quebrar o silêncio sem dar nome aos bois quase sempre dá bode.

Taí o prefeito de Palmas que não me deixa mentir! Raul Filho abriu a boca na CPI do Cachoeira para se definir como um “boi expiatório” nas supostas ligações de políticos com o bicheiro de Goiás.

Poderia ter dito “bode de piranha”, “mico de presépio”, “robalo paraguaio” ou “anta de geladeira”, dava no mesmo, é tudo “conversa pra cavalo dormir”!

Alguém que lamenta “a infelicidade de ser filmado” com a boca na botija, francamente, o melhor que faz ao ser cobrado a respeito é enfiar a cabeça num buraco feito albatroz.

Em outro braço do escândalo Cachoeira, soou também de forma esquisita o torpedo que uma afilhada de Demóstenes Torres disparou para o celular do padrinho em meio à sessão que lhe cassaria o mandato no Senado e os direitos políticos até 2027: enviar votos de “força na peruca” a um careca, convenhamos, é como desejar “bom apetite” a um convalescente de cirurgia para redução do estômago.

O ex-senador bem sabe o que é isso!