Zebra bolivariana

Tutty Vasques

18 Agosto 2012 | 06h47

reproduçãoPor motivos de inveja absolutamente distintos, não convidem Hugo Chávez e Cristrina Kirchner para reunião de cúpula com Rafael Correa. Além de tomar do parceiro venezuelano o posto de bolivariano mais em voga no momento, o presidente do Equador conseguiu com a concessão de asilo político a Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, arrumar uma baita confusão com a Inglaterra, sonho de consumo da colega argentina.

Sem querer aqui entrar no mérito da razão jurídica ou diplomática do gesto de Quito, qualquer grande marqueteiro político assinaria embaixo a decisão de Rafael Correa, a quem os analistas de plantão já se referem como a “zebra bolivariana”.

Bancar a defesa da liberdade de expressão em Londres contra a sanha imperialista operada pela Grã-Bretanha sob pressão dos EUA, convenhamos, nem em seus delírios mais agudos Hugo Chávez foi tão longe.

E, a julgar pela quantidade de “Thank you Ecuador” circulando nas redes sociais, Rafael Correa conseguiu algo inusitado no protagonismo internacional do parceiro venezuelano: simpatia externa.

Se inveja matasse, Chávez partiria hoje mesmo para Cuba em busca de cura!