Zinedine Hollande

Tutty Vasques

08 de maio de 2012 | 00h02

reproduçãoDesde os bons tempos de Zinedine Zidane, os franceses não faziam tanta festa em praça pública para ninguém. Naturalmente que ontem já estavam todos bufando e trocando muxoxos sob o céu cinza de Paris, mas durante algumas horas da noite de domingo o presidente eleito François Hollande mudou o humor do povo mais bipolar do mundo.

Desde a conquista da Copa de 1998 a movimentação de gente na Praça da Concórdia não se parecia tanto com o carnaval de rua do Rio ou da Bahia.
O cheiro de xixi em torno do Obelisco de Luxor após o comício da vitória sobre Nicolas Sarkozy dava bem a medida da descontração da multidão que entrou pela madrugada cantando, pulando, entre abraços e beijos, rindo à toa pra cima e pra baixo nos Champs-Élysées.

Os socialistas franceses – ô, raça! – saíram às ruas para comemorar a volta ao poder como se, depois das últimas derrotas do Barcelona, fossem eles uma nova esperança de que algo ainda pode dar certo na União Europeia.

Tomara que, ao contrário de Zinedine Zidane, François Hollande não acabe dando cabeçada pelo caminho antes do fim de seu mandato.