A live do Vigão

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A live do Vigão

Clécio Vieira Vigo, jovem de 19 anos que tem síndrome de Down, é capoeirista e faz estágio em uma academia de Santos (SP), onde auxilia o mestre. Durante quatro anos, frequentou o projeto municipal de esportes adaptados que ensina natação, ciclismo, futsal, basquete, surfe e musculação, além da capoeira, para alunos com deficiência. Com a pandemia e as aulas presenciais suspensas, os orientadores mandam pela internet vídeos curtos sugerindo movimentos e mensagens de áudio individuais. E os alunos enviam de volta respostas e filmes de suas atividades.

Luiz Alexandre Souza Ventura

23 de maio de 2020 | 14h23


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Descrição da imagem #pracegover: Clécio Vieira Vigo, o Vigão, de 19 anos, tem síndrome de Down. Ele está de frente para a câmera do smartphone, sorrindo. Veste camisa branca, usa óculos de aros pretos, tem cabelos pretos, lisos e curtos. Ao fundo, uma parede com um aparelho de TV desligado. Crédito: Reprodução.


“Capoeira é alegria, felicidade, inspiração e muito amor. É tudo para mim”, diz Clécio Vieira Vigo, o Vigão, de 19 anos, estagiário na Academia Aruanda de Capoeira, em Santos, no litoral sul de SP, onde auxilia o mestre Everton Taboada.

Vigão tem síndrome de Down, pretende ser mestre e desenvolver um projeto inclusivo próprio. Ele falou sobre sua relação com a modalidade em uma live na última quinta-feira, 21, no Instagram da academia (@capoeiraaruanda).

O jovem começou na capoeira por vontade própria, aos 7 anos, na Apae de Santos. Cícero Tatu, que coordena há duas décadas o programa Capoeira Inclusiva, da Seção de Esportes Adaptados da Secretaria de Esportes (Semes), foi o primeiro professor.

“A capoeira impulsionou a socialização do Clécio. Ele se tornou uma pessoa mais integrada no mundo, tem o espaço dele para se expressar e boa verbalização”, afirma Cícero Tatu.


Descrição da imagem #pracegover: Clécio Vieira Vigo, o Vigão, de 19 anos, tem síndrome de Down. Ele está no meio da roda de capoeira, jogando com um colega. Crédito: Divulgação.


“Ele gosta muito da musicalidade. Já sabemos que ele quer seguir na área. A capoeira desenvolveu bastante a oralidade, a coordenação motora e o físico dele”, comentam Clécio Vigo Noya e Elizete Aparecida Vigo Noya, pais do Vigão, que criou recentemente o canal Jovem Down no YouTube.

De acordo com a Prefeitura, 200 alunos matriculados no projeto participam de aulas de natação, ciclismo, futsal, basquete, surfe e musculação, além da capoeira. O programa também tem intérpretes da Língua Brasileira de Sinais, para manter a acessibilidade na comunicação dos professores com os praticantes surdos que preferem conversar em Libras.


🎥🏄 #NósDecidimos – NA ESTREIA DA WEBSÉRIE SOBRE A CONQUISTA DE AUTONOMIA PELAS PESSOAS COM #SíndromeDeDown, CONHEÇA O…

Publicado por Prefeitura de Santos em Sábado, 23 de maio de 2020


Por causa da pandemia da covid-19 e as regras de isolamento e distanciamento social para evitar a proliferação do coronavírus, principalmente entre as pessoas com deficiência, as aulas presenciais estão suspensas.

Para manter todos em atividade constante, os professores enviam pela internet vídeos curtos sugerindo movimentos e mensagens de áudio individuais. E pedem aos alunos para mandar respostas, também em áudio, e filmes com os exercícios propostos.

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