A luz do autismo

A luz do autismo

Luiz Alexandre Souza Ventura

02 de abril de 2014 | 10h54

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Uma iluminação especial colore de azul monumentos do Brasil e de outros países nesta quarta-feira, 2, Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 18 de Dezembro de 2007, foi celebrada pela primeira vez em 2008, a partir de uma iniciativa da família real do Catar, um dos maiores incentivadores por esforços para chamar a atenção sobre o autismo.

Por aqui, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o Teatro Amazonas, em Manaus, e o Congresso Nacional, em Brasília, serão iluminados. Também participam da ação o Empire State Building, em Nova York (EUA), e o Big Ben, em Londres (Inglaterra).

Está marcado para hoje em Brasília, na Catedral Metropolitana (Esplanada dos Ministérios), um concerto com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, sob a regência do maestro Claudio Cohen. O solista convidado é Alvaro Siviero. “Minha relação com a ONG Autismo&Realidade iniciou-se faz alguns anos, quando estudos científicos comprovavam a intensa relação da música como ‘remédio’ para esta síndrome: um eficaz canal de comunicação dos autistas com o mundo exterior, ao qual julgam não pertencer”, diz o pianista.

“O diagnóstico do autismo é clínico, com base nas informações que a mãe passa e na observação do comportamento da criança. Os principais sintomas, que aparecem nos primeiros anos de vida são déficit na comunicação, comportamentos repetitivos e dificuldade na interação social. Como não há medicação específica, o tratamento se dá com intervenções comportamentais, que devem ser feitas por uma equipe que inclui fonoterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo comportamental e psiquiatra”, explica psiquiatra Letícia Calmon, da Associação de Amigos do Autismo, ligada à Associação Brasileira de Autismo.

O autismo afeta, em média, uma em cada 88 crianças nascidas nos EUA, segundo o Centers for Disease Control and Prevention. No Brasil ainda não há estatísticas. Em 2010, a ONU declarou que, segundo especialistas, acredita-se que a doença atinja cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.

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