A música dos olhos de Jason Becker

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A música dos olhos de Jason Becker

Luiz Alexandre Souza Ventura

27 de dezembro de 2012 | 14h06

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Em 1972, quando tinha apenas 3 anos, Jason Becker ganhou do pai uma guitarra. Gary Becker, estudioso do violão erudito, passou a ensinar seu filho, que já mostrava ‘dom para a coisa’.

Aos 20 anos, depois de montar a banda ‘Cacophony’ com Marty Friedman e gravar os discos Speed Metal Symphony (1987) e Go Off! (1988), além de lançar, também em 1988, o álbum solo ‘Perpetual Burn’, Jason Becker foi convidado para substituir Steve Vai na banda de David Lee Roth e ganhou, em 1990, o prêmio de guitarrista revelação da revista Guitar Magazine.

Era o começou de uma trajetória de sucesso e a promessa do nascimento de uma grande estrela do rock, mas o maior desafio de Jason Becker ainda seria apresentado.

Uma fraqueza na perna esquerda levou o guitarrista aos médicos e, posteriormente, ao diagnóstico: Doença de Lou Gehrig ou ALS (Esclerose Lateral Amiotrófica). Os movimentos do corpo foram reduzidos gradativamente até desaparecerem e a expectativa de vida era de 5 anos. Em 1997 a doença foi estabilizada.

Atualmente, Jason Becker se comunica com o movimento os olhos e continua compondo com a ajuda de um software criado especificamente para ele.

A história deste músico virou filme e inspirou a artista plástica Joviana Marques a montar a exposição ‘Retratos Emocionais de Jason Becker’. “O mais impressionante é que Becker continua compondo através do movimento ocular. Seu último CD chegou às lojas em outubro deste ano”, diz Joviana. “Durante a produção de cada imagem que iria compor a exposição, entrei em contato com o próprio Jason e sua família, que passaram a acompanhar tudo. Ele se tornou mais que um ídolo, mas também um amigo querido. Através do Jason, conheci pessoas que também são portadores de ELA no Brasil”.

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