AACD quer recuperar doações de pessoas físicas no Teleton

AACD quer recuperar doações de pessoas físicas no Teleton

Baixa arrecadação impediu 120 mil atendimentos nos últimos quatro anos. "Qualquer quantia é fundamental", diz a instituição. Plataforma da campanha já está aberta. Evento do ano passado teve redução de 60% na participação da população.

Luiz Alexandre Souza Ventura

01 de setembro de 2021 | 13h39

Imagem oficial do Teleton 2021, que mostra a adolescente Geovanna Amaduci, que tem mal formação congênita nos braços e nas pernas, usa próteses, está sentada, olhando para a tela e sorrindo.

“Teleton destaca temas relevantes para a pessoa com deficiência”, diz superintendente da AACD. Crédito: Reprodução.


A principal missão do Teleton deste ano é recuperar a participação da população para atingir e meta de arrecadar R$ 30 milhões. Na 24ª edição do evento, que será transmitido pelo SBT nos dias 22 e 23 de outubro, a expectativa é receber R$ 12 milhões em doações de pessoas físicas. Por isso, uma das novidades é o envio de recursos por PIX, com a chave doeteleton@aacd.org.br.

“R$ 5,00 fazem toda a diferença”, afirma Edson Brito, superintendente de marketing e relações institucionais da AACD. De acordo com o executivo, a instituição registra uma redução cada vez maior nessa contribuição. Em 2016, esse montante chegava a 52% da arrecadação. Em 2018, caiu para 38%. Houve nova queda para 29% em 2019 e mais uma diminuição para 15% no ano passado.

“Isso representou uma retração de 120 mil atendimentos no total de 200 mil que o Teleton nos possibilita”, diz Brito. “Somente em 2020, a queda nas doações de pessoas físicas foi de 60%, o que equivale a 64.430 atendimentos”, explica o superintendente.

“O mais importante não é o valor doado, mas sim a participação, porque qualquer quantia é fundamental”, ressalta Edson Brito. “Felizmente, as empresas mantiveram o apoio”.

A pandemia também gerou novos gastos. “Temos custos maiores com higiene, segurança e telemedicina”, explica Alice Rosa Ramos, superintendente de práticas assistenciais da AACD.

“O Brasil vivencia um momento de reavaliações e as pessoas com deficiência estão de colocando, estão mais presentes, ocupando espaços”, diz Alice. “O papel da AACD é da inclusão, no trabalho, na escola e na sociedade”, comenta a especialista.

O CEO da AACD, Valdesir Galvão, também chama a atenção para o principal propósito da instituição, que nasceu em 1950 para promover a inclusão das pessoas com deficiência. “Essas pessoas ficavam escondida. E o que nós fazemos é buscar o potencial máximo dessa pessoa”.

“O Teleton busca destacar temas mais relevantes para a pessoa com deficiência, amplificar o debate. Muitas empresas estão pedindo para a AACD ajuda no no desenvolvimento de programas de inclusão”, revela Edson Brito.

“Reabilitação é um problema de saúde pública, não é filantropia. É uma volta à vida com maiores possibilidades. E o Teleton faz isso, mostra para a sociedade que a pessoa com deficiência existe”, completa Alice Barros.

A diretora do programa no SBT, Norma Vantovanini, ressalta que o tema deste ano é exatamente esse, a importância da inclusão. “É o destaque para a autonomia e independência da pessoa com deficiência, da conquista de espaços”, diz.

Todas as informações sobre doações, apresentadores, padrinhos e madrinhas, o formato do evento e seus patrocinadores estão na página Teleton.org.br.



Acompanhe o blog Vencer Limites no Telegram. Acesse t.me/blogVencerLimites.



 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.