Acessibilidade na vila dos atletas dos Jogos do Rio de Janeiro

Acessibilidade na vila dos atletas dos Jogos do Rio de Janeiro

Projeto 'Ilha Pura' tem apartamentos construídos em acordo com o caderno de encargos do Comitê Olímpico Internacional. Avaliação dos atletas com deficiência será o principal teste.

Luiz Alexandre Souza Ventura

15 de junho de 2016 | 10h17

Esportistas paralímpicos farão o teste fundamental dos recursos de acessibilidade da vila dos atletas construída no Rio. Imagem: Divulgação

Esportistas paralímpicos farão o teste fundamental dos recursos de acessibilidade da vila dos atletas construída no Rio. Imagem: Divulgação

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A expectativa sobre o legado que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro vão deixar para o País cresce diariamente. As competições se aproximam, muitas obras ainda não estão concluídas e a estrutura de acessibilidade que a cidade deve oferecer precisa de melhorias, principalmente no transporte.

Convivemos com a possibilidade de um vexame porque receberemos atletas paralímpicos de países de compreendem a função da acessibilidade plena, inclusive em competições de grande porte. E esses esportistas, certamente, esperam encontrar aqui o mesmo nível de excelência.

Projeto tem 31 prédios de 17 andares. Imagem: Divulgação

Projeto tem 31 prédios de 17 andares. Imagem: Divulgação

Na Barra da Tijuca foi construída a vila dos atletas, um bairro planejado, batizado de Ilha Pura. O projeto foi concebido para ser acessível e, por isso, serve de exemplo. Deve receber mais de 18 mil competidores, sendo que 4.500 são paralímpicos, pessoas que farão o teste fundamental dos imóveis e de seus recursos.

São 31 edifícios de 17 andares, com apartamentos de quatro, três e dois quartos adaptados, construídos de acordo com o caderno de encargos do Comitê Olímpico Internacional. Entre os detalhes estão portas de 80 centímetros de largura (o padrão imobiliário é de 70 centímetros), chuveiros com 2,20 metros de altura, banheiros acessíveis, corredores com 90 centímetros de largura, além de elevadores com espaço para duas cadeiras de rodas, sinalização em braile e avisos sonoros. Na área externa, rampas de acesso foram construídas nas piscinas e no parque.

Acessibilidade da vila é exemplo. Imagem: Divulgação

Acessibilidade da vila é exemplo. Imagem: Divulgação

Após os Jogos, os futuros moradores poderão solicitar que a estrutura acessível dos apartamentos seja mantida. O bairro tem ainda um parque de 72 mil metros quadrados, com projeto de paisagismo assinado pelo escritório Burle Marx, duas alamedas de edifícios, lagos e áreas de contemplação e convivência.

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