Aeroporto Tom Jobim faz terceiro teste de acessibilidade para os Jogos do Rio

Aeroporto Tom Jobim faz terceiro teste de acessibilidade para os Jogos do Rio

Participaram das atividades 23 pessoas com deficiência (cegos ou cadeirantes), além de representantes de órgãos reguladores e companhias aéreas. Trabalho verificou embarque e desembarque dos passageiros desde o check-in até a entrada e saída da aeronave. Terminal investiu R$ 5,5 milhões para se tornar acessível.

Luiz Alexandre Souza Ventura

16 de junho de 2016 | 11h19

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Pessoas com deficiência que forem ao Rio de Janeiro para acompanhar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos – seja para competir, trabalhar ou assistir às competições – poderão atestar se os R$ 5,5 milhões que o consórcio RIOgaleão investiu em recursos de acessibilidade para o Aeroporto Internacional Tom Jobim foram usados da forma correta e garantiram acesso real a todos.

Formada por Odebrecht TransPort, Changi Airports International (CAI) e Infraero, a concessionária administra o terminal desde agosto de 2014 (com contrato de concessão de 25 anos), e fez recentemente o terceiro simulado de acessibilidade no aeroporto, com a participação de 23 pessoas com deficiência (cegos ou usuários de cadeiras de rodas), voluntários da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef) e do Instituto Grupo Eficiente, além de representantes da Rio 2016, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Secretaria de Aviação Civil (SAC) e Ministério da Justiça e Cidadania, companhias aéreas e da própria concessionária.

Participaram do simulado 23 pessoas com deficiência. Imagem: Aline Massuca/Divulgação

Participaram do simulado 23 pessoas com deficiência. Imagem: Aline Massuca/Divulgação

A meta desse trabalho é verificar o tempo de embarque e desembarque dos passageiros desde o check-in até a entrada e saída da aeronave. Foram usadas ilhas de check-in e uma aeronave da companhia Air France. Integrantes de diversas companhias aéreas ajudaram nos trâmites entre a entrada no saguão e o embarque no avião, e no desembarque e saída. O primeiro teste foi feito em junho do ano passado. Segundo Herlichy Bastos, diretor de operações da concessionária, a equipes já estão mais familiarizadas com os procedimentos.

Ao assumir a administração do aeroporto, o RIOgaleão fez um diagnóstico detalhado para identificar e melhorar o acesso de pessoas com deficiência. Segundo a concessionária, até os Jogos, o aeroporto terá mais elevadores com corrimão, rampas de acesso, novas pontes de embarque climatizadas, pisos táteis de alerta nas rampas, nos elevadores e pelos terminais, assim como placas de braile, textos em relevo, pictogramas e avisos sonoros. A estrutura tem ainda equipes de comunicação em Libras (Língua Brasileira de Sinais) e dois ambulifts (equipamento para embarque e desembarque de pessoas com deficiência).

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Imagem: Aline Massuca/Divulgação

Imagem: Aline Massuca/Divulgação

Imagem: Aline Massuca/Divulgação

Imagem: Aline Massuca/Divulgação

Imagem: Aline Massuca/Divulgação

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