Acidentes de verão deixam homens tetraplégicos

Acidentes de verão deixam homens tetraplégicos

Levantamento da Rede Lucy destaca que a imprudência e o consumo de álcool estão entre as principais causas da perda de movimentos nos braços e nas pernas em homens que sofreram quedas em piscinas, cachoeiras e locais com água rasa.

Luiz Alexandre Souza Ventura

21 de fevereiro de 2019 | 12h23

IMAGEM 01: Levantamento da Rede Lucy destaca que a imprudência e o consumo de álcool estão entre as principais causas da perda de movimentos nos braços e nas pernas em homens que sofreram quedas em piscinas, cachoeiras e locais com água rasa. Descrição #pracegover: Homem andando com ajuda do Lokomat, equipamento que simula o movimento da caminhada. Crédito: Divulgação.


Atendimentos da Rede de Reabilitação Lucy Montoro em 2018 mostram que a imprudência é comum entre homens que ficaram tetraplégicos (perda de movimentos nos braços e nas pernas) após os chamados ‘acidentes de verão’ – quedas em piscinas, cachoeiras e locais com água rasa, inclusive na praia.

“Falta de cautela e o consumo de álcool estão entre as principais causas. Não entre na água ou mergulhe embriagado, não participe ou permita brincadeira quando estiver nadando, mergulhando e ao mergulhar. Sempre que possível, proteja a cabeça”, afirma André Sugawara, médico fisiatra da Rede.

“Banhistas devem tomar cuidado ao mergulhar em águas desconhecidas e, no caso de cachoeiras, não mergulhar em águas com menos que o dobro da sua altura”, alerta o especialista.


IMAGEM 02: “Falta de cautela e o consumo de álcool estão entre as principais causas”, afirma médico fisiatra da Rede. Descrição #pracegover: Homem andando com ajuda do Lokomat, equipamento que simula o movimento da caminhada. Crédito: Divulgação.


NÚMEROS – Em 2018, nas unidades da capital paulista da Rede Lucy, 100% dos pacientes com lesão medular atendidos ficaram tetraplégicos, 90% são homens, com média de 30 anos de idade.

Em Campinas, 33% ficaram tetraplégicos, todos homens, com idade entre 25 e 35 anos.

Na unidade de Santos, no litoral sul, 50% dos pacientes com lesão medular ficaram tetraplégicos. Mais uma vez, todos são homens, entre 55 e 65 anos.

Em Sorocaba, destaque para a idade dos pacientes, todos homens, entre 17 e 20 anos. Marília e Fernandópolis têm a mesma situação: 100% dos atendidos são homens com média de 25 anos. E na unidade Mogi Mirim, entre 35 e 55 anos, todos homens.

PREVENÇÃO E ATENÇÃO – Algumas orientações, além dos cuidados já citados, podem ajudar a agir. Quando uma pessoa mergulhar, fique atento se ela está inconsciente, se afogando, sem defesa e se consegue falar. Também observe se essa pessoa está passando mal e se consegue mexer braços e pernas para sair da água.

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