Apae de São Paulo vira Instituto Jô Clemente

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Apae de São Paulo vira Instituto Jô Clemente

Organização amplia atuação para todo o País, inclusive na captação de recursos, e desvincula sua identidade do assistencialismo à pessoa com deficiência. Novo nome é homenagem à fundadora da instituição.

Luiz Alexandre Souza Ventura

18 de novembro de 2019 | 09h29


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Descrição da imagem #pracegover: Logomarca do Instituto Jô Clemente. Crédito. Divulgação.


A Apae de São Paulo mudou de nome e, a partir dessa segunda-feira, 18, se chama Instituto Jô Clemente. A atualização na identidade da organização é uma ampliação de sua atuação, que passa a ser nacional, principalmente na captação de recursos, antes restrita á capital paulista. O nome escolhido é uma homenagem à fundadora da instituição.

“A mudança de nome é um marco para romper em toda a sociedade o estigma de incapacidade das pessoas com deficiência intelectual. É necessário propor um novo paradigma”, diz Cassio Clemente, presidente do Conselho de Administração.

“Nossa atuação estava restrita ao município de São Paulo, mas a deficiência intelectual está em todos os lugares, por isso, precisamos dar esse passo, a fim de dar voz a essas pessoas e criar em todo o País um grande movimento pela inclusão, pelo respeito à diversidade humana e pelo desenvolvimento de todas as pessoas”, destaca Clemente.

A organização de 58 anos é referência nas práticas de inclusão e no apoio às pessoas com deficiência intelectual e seus familiares. Como a ampliação, quer compartilhar com outras instituições, empresas, governos e a sociedade civil seu conhecimento, estudos científicos, tecnologias, inovações e práticas pioneiras voltadas à inclusão social e ao protagonismo das pessoas com deficiência intelectual.

Entre suas conquistas está a introdução do Teste do Pezinho no Brasil, em 1976. Também atua com metodologias de Emprego Apoiado e já inseriu no mercado de trabalho, desde 2013, mais de 2.300 jovens e adultos com deficiência intelectual.

Seu Atendimento Educacional Especializado (AEE) oferece apoio psicopedagógico aos alunos com deficiência intelectual que frequentam a escola regular, no contraturno das aulas. Esse serviço começou em 2010, após o encerramento das atividades da escola especial, com o intuito de promover a inclusão e o pleno desenvolvimento das potencialidades dos alunos.

Atua ainda na orientação jurídica às pessoas com deficiência intelectual e seus familiares, por meio do Núcleo de Defesa e Garantia de Direitos.

Outros destaques são o Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPI), o maior laboratório do Brasil em número de exames do Teste do Pezinho – mais de 16 milhões em 43 anos, com triagem de até 50 doenças metabólicas e imunológicas pars prevenir a deficiência intelectual e doenças graves – e o projeto ‘Capacidade Jurídica e Tomada de Decisão Apoiada – Rompendo Paradigmas’, realizado com a Open Society Foundations.

A instituição tem 500 funcionários e 300 voluntários. São 14 pontos de atendimento, sendo quatro unidades próprias na capital paulista (Vila Clementino, Itaim Bibi, Guaianases e Interlagos) e dez núcleos descentralizados nas regiões do Campo Limpo, Parelheiros, Freguesia do Ó, Capela do Socorro, Pirituba, São Matheus e Itaquera. Também presta serviços com o Centro de Apoio Técnico à Pessoa com Deficiência na Delegacia da Pessoa com Deficiência.

Estima-se que aproximadamente 10% da população mundial tenha algum tipo de deficiência. No Brasil, segundo dados do IBGE, este número representa 45 milhões de pessoas, sendo 2,6 milhões com deficiência intelectual.

No Estado de São Paulo, calcula-se que nove milhões de pessoas tenham deficiência, 500 mil com deficiência intelectual.

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