Aplicativo ajuda pessoas com epilepsia

Aplicativo ajuda pessoas com epilepsia

Epilapp, criado por alunas da PUC-Rio, está disponível para smartphones iOS. Doença atinge 1% da população brasileira e cerca de 50 milhões de pessoas em todo planeta. Projeto está em busca de patrocinadores e investidores.

Luiz Alexandre Souza Ventura

18 Abril 2018 | 11h26

IMAGEM 01: Epilapp, criado por alunas da PUC-Rio, está disponível para smartphones iOS. Doença atinge 1% da população brasileira e cerca de 50 milhões de pessoas em todo planeta. Projeto está em busca de patrocinadores e investidores. LEGENDA PARA CEGO VER: Imagem dupla. No lado direito, as quatro estudantes que criaram o aplicativo. Elas estão sentadas em um sofá, olhando para a câmera e sorrindo. No centro, uma das alunas tem ao colo um notebook com as logomarcas da Apple e do Epilapp. No lado direito, cópia da tela do aplicativo. Crédito da foto: Divulgação.

IMAGEM 01: Epilapp, criado por alunas da PUC-Rio, está disponível para smartphones iOS. Doença atinge 1% da população brasileira e cerca de 50 milhões de pessoas em todo planeta. Projeto está em busca de patrocinadores e investidores. LEGENDA PARA CEGO VER: Imagem dupla. No lado direito, as quatro estudantes que criaram o aplicativo. Elas estão sentadas em um sofá, olhando para a câmera e sorrindo. No centro, uma das alunas tem ao colo um notebook com as logomarcas da Apple e do Epilapp. No lado direito, cópia da tela do aplicativo. Crédito da foto: Divulgação.


Epiplepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro. Doença neurológica mais comum no mundo, atinge aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o planeta. No Brasil, há registro em 1% da população.

A palavra tem origem na união dos termos gregos ‘epi’, que significa ’em cima’, e ‘lepsem’, que pode ser traduzido como ‘algo que abate o indivíduo’.

Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhados. Quando são restritos, a crise é parcial. Se envolvem os dois hemisférios cerebrais, é generalizada. Nos tipos graves (refratária), pode provocar mais de 16 crises por dia.

Tem origem em ferimentos sofridos na cabeça, recentes ou não, traumas na hora do parto, abusos de álcool e drogas, tumores e outras doenças neurológicas. Com a doença controlada, pessoas que têm epilepsia podem trabalhar, estudar, praticar esportes, viajar e participar da vida social.

Para ajudar nesse processo, as estudantes Ana Luiza Ferrer, Helena Leitão, Priscila Rosa e Gabrielle Brandenburg, alunas da turma 2016/2017 da Apple Developer Academy – projeto coordenado pelo Laboratório de Engenharia de Software do Departamento de Informática do Centro Técnico Científico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CTC/PUC-Rio) -, desenvolveram o Epilapp, aplicativo para smartphones iOS específico para quem convive com a epilepsia.


Epilapp é um app que ajuda pessoas com epilepsia a registrar crises e outras informações relevantes para auxiliar seu…

Publicado por Epilapp em Sábado, 27 de janeiro de 2018


A iniciativa começou em 2017, após a apresentação de outro projeto das estudantes – ‘Be OKay’, voltado a quem tem crises de pânico, quando as alunas foram foram abordadas pela mãe de uma menina que tem epilepsia.

No Epilapp, o usuário insere dados sobre crises – como frequência, tipo e duração -, pode compartilhar esses dados por meio do WhatsApp ou por e-mail, gerar relatórios para avaliação médica e unificar os registros para um tratamento mais correto. A página do aplicativo no Facebook apresenta tutoriais para uso do software e também informações sobre a doença.

O desenvolvimento teve participação das neurologistas Michelle Zimmermann e Isabella Meira, que comandam o site Epilepsia Descomplicada, além da contribuição de usuários em SP, MG e MA.

O projeto está em busca de patrocinadores e investidores, processo que tem apoio do professor André Lucena, um dos coordenadores da Apple Developer Academy do CTC/PUC-Rio.


IMAGEM 02: Epilapp está disponível para smartphones iOS. LEGENDA PARA CEGO VER: Cópia da tela do aplicativo. Crédito da foto: Divulgação.

IMAGEM 02: Epilapp está disponível para smartphones iOS. LEGENDA PARA CEGO VER: Cópia da tela do aplicativo. Crédito da foto: Divulgação.


SAIBA MAIS – Alguns pacientes com epilepsia apresentam sensações que antecedem a crise epiléptica, também chamadas de aura. Para esses pacientes, é uma sensação de que a crise está chegando. Algumas vezes, o paciente pode ter aura isoladamente e não evoluir para a crise epiléptica habitual.

É importante ter atenção a algumas caraterísticas.

Déjà Vu – Sensação de já ter vivido aquela situação antes.

Jamais Vu – Estranhamento ao ambiente e à situação que está sendo vivida naquele momento.

Desconforto epigástrico – Sensação estranha na boca do estômago.

Alterações visuais – Visão turva, luzes brilhantes, perda de uma parte da visão.

Cheiro estranho – Geralmente, um cheiro desagradável, como lixo ou borracha queimada.

Sons estranhos – Pode ser simples como um clique metálico ou mais complexo, como vozes de pessoas falando.

Dormências nos braços, pernas ou face.

Sensação de cabeça vazia.

Inespecífico – Algumas pessoas sabem que a crise está vindo, mas não conseguem explicar o que sentem.

Sensação inexplicável de medo ou pavor.

Aperto na garganta


IMAGEM 03: Doença atinge 1% da população brasileira e cerca de 50 milhões de pessoas em todo planeta. LEGENDA PARA CEGO VER: Cópia da tela do aplicativo. Crédito da foto: Divulgação.

IMAGEM 03: Doença atinge 1% da população brasileira e cerca de 50 milhões de pessoas em todo planeta. LEGENDA PARA CEGO VER: Cópia da tela do aplicativo. Crédito da foto: Divulgação.


Gatilhos – O paciente com epilepsia pode ter um aumento na frequências das crises quando exposto à alguns fatores desencadeantes de crises. Falha na medicação é o principal fator desencadeante de crises.

Uso de álcool – Quanto maior a quantidade de álcool ingerido, maior a chance de causar uma crise.

Privação de sono – Dormir menos do que se está acostumado.

Estímulo luminoso – Luzes que piscam com determinada frequência (lâmpadas estroboscópicas).

Algumas mulheres apresentam um aumento na frequência das crises no período menstrual.

Muitos pacientes referem aumento na frequência das crises em períodos de estresse emocional.


IMAGEM 04: Projeto está em busca de patrocinadores e investidores. LEGENDA PARA CEGO VER: Cópia da tela do aplicativo. Crédito da foto: Divulgação.

IMAGEM 04: Projeto está em busca de patrocinadores e investidores. LEGENDA PARA CEGO VER: Cópia da tela do aplicativo. Crédito da foto: Divulgação.


TIPOS DE CRISES

AUSÊNCIA
– A crise de ausência é um tipo de crise generalizada, mais comum na infância, caracterizada por um rápido período no qual o paciente parece ‘sair do ar. São tão rápidas que podem não ser percebidas pelo paciente ou testemunhas, e confundidas com distração. Se um paciente estiver fazendo uma tarefa ou conversando, ele pode parar, ter a crise, e retomar a tarefa ou a conversa do ponto em que parou.

Geralmente tem duração de poucos segundos, com rápida recuperação da consciência, sem confusão mental. Podem acontecer várias crises no mesmo dia, desencadeadas por hiperventilação.

MIOCLONIA
– Mioclonias são crises com contrações musculares bruscas, rápidas e involuntárias (como se fossem choques). Podem ocorrer um vez ou várias e acometer alguns músculos ou diversos grupos musculares simultaneamente. São mais frequentes ao acordar e, muitas vezes, precipitadas por privação de sono ou consumo de bebidas com álcool.

TÔNICO-CLÔNICA
– Também chamada de convulsão, é o que a maioria das pessoas identifica como crise epiléptica. Como o próprio nome diz, tem características das crises tônicas e clônicas.

A fase tônica ocorre primeiro, todos os músculos se enrijecem, o ar passa de forma forçada pelas cordas vocais e pode causar um som semelhante a um grunhido. A pessoa perde a consciência e cai no chão, pode morder a língua ou a parte interna das bochechas e causar sangramento. . Se isso acontecer, pode sangrar um pouco. Na fase clônica, braços e pernas se debatem rapidamente, de forma rítmica, com duração de alguns segundos.

TÔNICA
– Contração muscular crescente e sustentada. Pode ser simétrica, quando a contração é semelhante em ambos os lados do corpo, ou assimétrica, com um braço esticado e o outro dobrado.

ATÔNICA
– Também chamada DROP ATTACK. Os músculos perdem subitamente a tensão normal, ficam flácidos e o paciente tem uma queda súbita. Pode acometer todos os músculos ou somente uma parte do corpo. Se o paciente estiver sentado, pode haver um tombamento da cabeça para frente. Os objetos à mão vão cair. Quando em pé, a pessoa cairá no chão e pode se ferir. São crises rápidas, com 1 a 2 segundos de duração.

FOCAL
– Começam em uma parte localizada do cérebro. O paciente pode ou não estar consciente. Nesse tipo de crise, a pessoa pode perder a consciência. Nas crises focais motoras, uma parte ou todo um lado do corpo (face, braço ou perna) está envolvido na crise. Pode se manifestar com abalos musculares (clônica) ou contração muscular (tônica). Todas as crises focais podem evoluir para crises tônico-clônicas bilaterais.

Nas crises focais com automatismos, o paciente não está consciente, mas pode falar, andar, mexer as mãos, fazer movimentos mastigatórios, tudo de forma aleatória e sem sentido.

As crises focais hipercinéticas costumam acontecer durante o sono. O paciente grita, chuta, pedala, gira na cama e até levanta.

Em crises de parada comportamental: o paciente interrompe o que está fazendo, fica imóvel, não responde aos estímulos por alguns segundos, e pode ficar confuso quando recobrar a consciência.

ESPASMO
– São crises caracterizadas por contrações rápidas dos músculos do pescoço, tronco e membros, com movimentos em flexão ou extensão semelhantes a sustos. Podem desencadear de 10 a 100 espasmos individuais, principalmente quando o paciente está acordando.

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