Aplicativo indica locais acessíveis para pessoas com autismo

Aplicativo indica locais acessíveis para pessoas com autismo

'Rede Azul' foi lançado em dezembro do ano passado para aparelhos Android e já acumula informações sobre 14 estados brasileiros. App é colaborativo e pode ser atualizado pelos próprios usuários. É possível cadastrar profissionais e sinalizar espaços com atendimento diferenciado. Versão para iOS chega em breve. Software foi desenvolvido pela mãe de uma menina que tem o Transtorno do Espectro Autista.

Luiz Alexandre Souza Ventura

22 de janeiro de 2020 | 16h00


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Descrição da imagem #pracegover: A criadora do aplicativo ‘Rede Azul’, Elaine Marques, está ao lado da filha, Alícia Nicol Marques, de 17 anos. Elaine tem pele clara, é loira, tem cabelos compridos e lisos. Alícia tem pele clara, cabelos castanhos castanhos de tamanho médio e usa óculos. Uma está olhando para a outra, as duas estão sorrindo e ambas vestem uma camiseta com a logomarca do aplicativo, formada pela palavra ‘Rede Azul’ abaixo de uma figura colorida, semelhante a um laço que forma uma estrela com oito pontas. Crédito:Fernando Schroeder / Divulgação.


Experiências sobre locais ou serviços acessíveis para pessoas que têm o Transtorno do Espectro Autista (TEA) alimentam a base de dados do aplicativo ‘Rede Azul’. O software colaborativo lançado em dezembro do ano passado já acumula informações sobre os “pontos azuis” em 14 estados brasileiros.

A solução nasceu em Indaiatuba (SP), desenvolvida por Elaine Marques, mãe de Alícia Nicol Marques, de 17 anos, que tem a síndrome de Asperger, confirmada quando a menina tinha 12 anos. “Médicos diziam que ela tinha uma série de transtornos diferentes, receitavam remédios e tratamentos que não ajudavam. Após essa fase, iniciamos outra luta por serviços e profissionais adequados, para que ela pudesse se desenvolver”, conta Elaine.


Descrição da imagem #pracegover: A criadora do aplicativo ‘Rede Azul’, Elaine Marques, está olhando para a câmera e sorrindo. Ela tem pele clara, é loira, com cabelos compridos e lisos. Veste uma camiseta com a logomarca do aplicativo, formada pela palavra ‘Rede Azul’ abaixo de uma figura colorida, semelhante a um laço que forma uma estrela com oito pontas. Elaine segura um smartphone com a mão direita e aponta o aparelho para a câmera. Na tela do dispositivo está a interface do aplicativo. Crédito: Fernando Schroeder / Divulgação.


A distribuição começou em municípios da Região Metropolitana de Campinas, além das cidades de Salto, Itu e Elias Fausto, no interior paulista. A expansão foi veloz e chegou ao estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Acre, Alagoas, Pernambuco, Mato Grosso e ao Distrito Federal.

O principal destaque – e um dos motivos do rápido crescimento do ‘Rede Azul’ – é a possibilidade do usuário incluir informações sobre qualquer local ou profissional que seja “amigável” a quem tem autismo. É possível cadastrar, por exemplo, médicos, cabeleireiros e advogados, além de sinalizar espaços com atendimento diferenciado, sem som ambiente em determinados horários do dia ou até iluminação reduzida.

Além de registrar a vivência, o usuário podem fazer uma avaliação. Tudo é checado por moderadores e o aplicativo calcula uma nota para cada indicação. O ‘Rede Azul’ tem 640 usuários ativos. A meta para o futuro é implementar selos físicos que serão fixados em estabelecimentos bem avaliados.




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