Apoio ao esporte para inclusão no trabalho

Apoio ao esporte para inclusão no trabalho

Em Maringá (PR), projeto paradesportivo ajuda a ampliar o acesso de pessoas com deficiência ao emprego e melhora a qualificação dos candidatos. Atletas são contratados por empresas que precisam cumprir as exigências da lei de cotas e recebem salário para treinar e competir. Programa tem amparo em lei estatual. Esportistas conquistaram títulos e podem integrar as seleções nacionais de suas modalidades.

Luiz Alexandre Souza Ventura

08 Junho 2018 | 13h22

IMAGEM 01: Em Maringá (PR), projeto paradesportivo ajuda a ampliar o acesso de pessoas com deficiência ao emprego e melhora a qualificação dos candidatos. Atletas são contratados por empresas que precisam cumprir as exigências da lei de cotas e recebem salário para treinar e competir. Programa tem amparo em lei estatual. Esportistas conquistaram títulos e podem integrar as seleções nacionais de suas modalidades. DESCRIÇÃO #PRACEGOVER: Equipe de Basquete em Caideira de Rodas da União Metropolitana Paradesportiva de Maringá reunida em comemoração ao título estadual da modalidade, no Paraná. Na frente, dez atletas em suas cadeiras se abraçam e exibem medalhas. Ao fundo, outros integrantes do grupo. Todos estão sorrindo. Crédito da foto: Divulgação

IMAGEM 01: Em Maringá (PR), projeto paradesportivo ajuda a ampliar o acesso de pessoas com deficiência ao emprego e melhora a qualificação dos candidatos. Atletas são contratados por empresas que precisam cumprir as exigências da lei de cotas e recebem salário para treinar e competir. Programa tem amparo em lei estatual. Esportistas conquistaram títulos e podem integrar as seleções nacionais de suas modalidades. DESCRIÇÃO #PRACEGOVER: Equipe de Basquete em Caideira de Rodas da União Metropolitana Paradesportiva de Maringá reunida em comemoração ao título estadual da modalidade, no Paraná. Na frente, dez atletas em suas cadeiras se abraçam e exibem medalhas. Ao fundo, outros integrantes do grupo. Todos estão sorrindo. Crédito da foto: Divulgação


Empresas da região de Maringá (PR) que precisam cumprir as exigências da lei de cotas (nº 8.213/1991) – e manter em seu quadro de funcionários entre 2% e 5% de pessoas com deficiência – estão investindo na inclusão de atletas com deficiência que participam de um projeto da União Metropolitana Paradesportiva de Maringá (UMPM), em parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Os esportistas são contratados e registrados para uma carga de dez horas semanais, mas ao invés de cumprirem essa carga horária no escritório, continuam praticando suas modalidades até o momento de fazer a transição do esporte para o dia a dia na empresa.

“Uma realidade na região é a oferta de emprego de baixa qualidade para pessoas com deficiência, com baixa remuneração”, explica o professor Decio Roberto Calegari, diretor técnico da UMPM e coordenador do Programa de Atividade Física Adaptada (PROAFA) do curso de Educação Física da UEM.

“As empresas precisam contratar, mas não conseguem por causa da baixa qualificação dos candidatos para ocupar vagas de alto nível”, diz. “Pessoas com deficiência que investem na própria educação conseguem progredir profissionalmente. Por isso, o projeto exige que os atletas voltem a estudar”, conta Calegari.

Um dos referenciais de qualidade do projeto, comenta o professor, é que ele não extrapola a legislação trabalhista (40 horas semanais). “O atleta recebe um salário mínimo para a carga de dez horas por semana, respeitando a lei de cotas. E ele pode ser contratado por várias empresas, o que resulta em uma remuneração digna“, ressalta Calegari.


IMAGEM 02: União Metropolitana Paradesportiva de Maringá reúne dez modalidades. DESCRIÇÃO #PRACEGOVER: Imagem com fundo branco e bordas na cor laranja mostra lista de logomarcas coloridas que representam as modalidades: Handebol em Cadeira de Rodas, Bocha Adaptada, Natação, Esgrima em Cadeira de Rodas, Petra Race Running, Basquete em Cadeira de Rodas, Tênis em Cadeira de Rodas e Teatro (Pluralidades em Cena), além da logomarca da instituição, com uma junção estilizada de vários esportes e uma foto de jogadores de Basquete em Cadeira de Rodas. Crédito da foto: Reprodução

IMAGEM 02: União Metropolitana Paradesportiva de Maringá reúne dez modalidades. DESCRIÇÃO #PRACEGOVER: Imagem com fundo branco e bordas na cor laranja mostra lista de logomarcas coloridas que representam as modalidades: Handebol em Cadeira de Rodas, Bocha Adaptada, Natação, Esgrima em Cadeira de Rodas, Petra Race Running, Basquete em Cadeira de Rodas, Tênis em Cadeira de Rodas e Teatro (Pluralidades em Cena), além da logomarca da instituição, com uma junção estilizada de vários esportes e uma foto de jogadores de Basquete em Cadeira de Rodas. Crédito da foto: Reprodução


Muitos dos atletas integrados ao projeto são jogadores de basquete em cadeira de rodas – uma das modalidades mais antigas da UMPM (2011) – e atuam em equipes que participam do calenadário nacional de competições da modalidade.

“Em 2016, nossa equipe (KINGS/UEM/UMPM/MARINGÁ) foi campeã da segunda divisão estadual (Paraná), campeã da primeira divisão em 2017 e, para este ano, a meta é a classificação para a terceira divisão nacional”, diz o professor Calegari. “O apoio de empresas parceiras, que começou em meados de 2016, é significativo para os atletas se dedicarem aos treinamentos e às competições. Vale ressaltar que a remuneração da companhias é paga 100% aos esportistas”, afirma o coordenador.

Calegari destaca que a qualidade e a amplitude do projeto melhoraram de maneira substancial com a participação das empresas. “Começamos com oito atletas e hoje temos 14, todos em nível de integrar a seleção brasileira. Havia jogador muito bom que não tinha o rendimento necessário para chegar nesse patamar”, diz.

ATRATIVOS – O atendimento à lei de cotas é um dos grandes atrativos do projeto, avalia o professor Decio Calegari. “Há também a repercussão social de fazer parte dessa ação, o uso em atividades de endomarketing (para funcionários, acionistas, revendas), com participação dos atletas”, comenta. “Temos duas nadadoras com deficiência intelectual contratadas pela Unimed. Uma está na seleção principal e a outra ficou em quinto lugar nos Jogos do Rio (2016)”, celebra o professor.

Entre os parceiros do projeto para a inclusão de paratletas no trabalho está a empresa DB1 Global Software, com sede em Maringá, que mantém atualmente quatro jogadores de basquete em cadeira de rodas no quadro de funcionários, todos contratados dentro do programa da UMPM/UEM.

“Nossa participação no projeto trouxe muitos benefícios, para a empresa e também social, porque criou condições de dar apoio aos profissionais com talento a ser desenvolvido no esporte, mantendo contato muito próximo com esses colaboradores, investindo em capacitação, o que é bom para ele e para a companhia”, afirma Natália Kawatoko, gerente de recursos humanos da DB1.


IMAGEM 03: Decio Roberto Calegari é diretor técnico da União Metropolitana Paradesportiva de Maringá e coordenador do Programa de Atividade Física Adaptada do curso de Educação Física da Universidade Estadual de Maringá. Natália Kawatoko é gerente de recursos humanos da DB1 Global Software. DESCRIÇÃO #PRACEGOVER: Imagem dupla. No lado esquerdo, homem de rosto largo, sobrancelhas grossas, cabelos e barba grisalhos veste paletó escuro, camisa branca a gravata azul. Presos à sua roupa estão broches com o símbolo de uma pessoa em cadeira de rodas e a logomarca da União Paradesportiva de Maringá. No lado direito, mulher de traços orientais tem cabelos pretos, lisos e compridos. Ela veste um casaco preto e está sorrindo. Crédito da foto: Divulgação

IMAGEM 03: Decio Roberto Calegari é diretor técnico da União Metropolitana Paradesportiva de Maringá e coordenador do Programa de Atividade Física Adaptada do curso de Educação Física da Universidade Estadual de Maringá. Natália Kawatoko é gerente de recursos humanos da DB1 Global Software. DESCRIÇÃO #PRACEGOVER: Imagem dupla. No lado esquerdo, homem de rosto largo, sobrancelhas grossas, cabelos e barba grisalhos veste paletó escuro, camisa branca a gravata azul. Presos à sua roupa estão broches com o símbolo de uma pessoa em cadeira de rodas e a logomarca da União Paradesportiva de Maringá. No lado direito, mulher de traços orientais tem cabelos pretos, lisos e compridos. Ela veste um casaco preto e está sorrindo. Crédito da foto: Divulgação


A presença dos atletas também funciona como reafirmação de boas práticas de mercado, diz a gerente. “Esse tipo de divulgação fortalece a imagem da empresa, gera valor de marketing e também de crescimento, com a propagação de novas ações, até então desconhecidas, e que podem ser aplicadas em várias companhias”, comenta.

ACESSIBILIDADE – A gerente ressalta que a participação no projeto também ampliou o olhar da empresa para a acessibilidade. “Foi uma oportunidade para observar melhor essa estrutura, pensando em maneiras de incluir os paratletas também no dia a dia da empresa, participando de reuniões, treinamentos, contribuindo para a carreira dessas pessoas após a vida de atleta, que costuma ser encerrada mais cedo”, esclarece a especialista. “Isso nos levou à compreensão a inclusão como um processo maior”, conclui Natália Kawatoko.

LEGISLAÇÃO – A parceria entre empresas como a DB1 e instituições como a união paradesportiva e a universidade de Maringá – para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho em ações ainda não contempladas em legislação – começou a ser construída com a apresentação de um projeto de lei estadual aprovado em 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência do Estado do Paraná – Lei Nº 18.419, de 7 de Janeiro de 2015 – capítulo V, seções I, II e III).

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