Exposição tem obras de Tarsila do Amaral reproduzidas por pessoas com deficiência

Exposição tem obras de Tarsila do Amaral reproduzidas por pessoas com deficiência

'Arte Eficiente', em cartaz no Memorial da Inclusão, em São Paulo, até o dia 26 de abril, reúne 22 trabalhos em tinta acrílica e argila. A entrada é gratuita.

Luiz Alexandre Souza Ventura

15 de março de 2016 | 14h59

Escultura reproduz 'ABAPORU' de Tarsila do Amaral (Divulgação)

Escultura reproduz ‘ABAPORU’ de Tarsila do Amaral (Divulgação)

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Está em cartaz no Memorial da Inclusão, em São Paulo, até o dia 26 de abril, a exposição ‘Arte Eficiente: Tarsila do Amaral’. São 19 telas, duas esculturas e um mosaico de placas de imãs com releituras de obras da artista brasileira, produzidas por pessoas com deficiência física e intelectual do Centro de Desenvolvimento Social, Educacional e Cultura Bem-me-Quer.

Entre os destaques estão ‘Abaporu’, ‘A Negra’ e ‘O Mamoeiro’, recriadas em tinta acrílica e argila. A mostra tem ainda esculturas táteis, telas interativas, audiodescrição e legenda com caracteres ampliados e painéis em braile.

ABAPORU, 1928, óleo sobre tela, 85x73 cm, (P101), Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires – Fundación Costantini, Buenos Aires, Argentina (Reprodução) - Em janeiro de 1928 Tarsila deu de presente ao seu marido, o escritor Oswald de Andrade, uma obra para impressioná-lo. Muito empolgado, ele disse que era o melhor quadro que ela já tinha feito e o batizaram com as palavras indígenas ‘Aba’, que significa homem e ‘poru’, que é o homem que come carne humana. Abaporu significa o antropófago. Em seguida Oswald escreveu o Manifesto Antropófago e iniciou o Movimento Antropofágico inspirados na obra. Este é o quadro mais importante da arte brasileira. Fonte: http://tarsiladoamaral.com.br.

ABAPORU, 1928, óleo sobre tela, 85×73 cm, (P101), Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires – Fundación Costantini, Buenos Aires, Argentina (Reprodução) – Em janeiro de 1928, Tarsila deu de presente ao seu marido, o escritor Oswald de Andrade, uma obra para impressioná-lo. Muito empolgado, ele disse que era o melhor quadro que ela já tinha feito e o batizaram com as palavras indígenas ‘Aba’, que significa homem, e ‘poru’, que é o homem que come carne humana. Abaporu significa o antropófago. Em seguida Oswald escreveu o Manifesto Antropófago e iniciou o Movimento Antropofágico, inspirados na obra. Este é o quadro mais importante da arte brasileira. Fonte: http://tarsiladoamaral.com.br.

SERVIÇO:
Exposição ‘Arte Eficiente: Tarsila do Amaral’
Data: até 26 de abril (de segunda a sexta-feira)
Horário: das 10h às 17h
Local: Memorial da Inclusão – Sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda – São Paulo/SP
Visitas agendadas: memorial@sedpcd.sp.gov.br ou (11) 5212-3727
Entrada gratuita

Saiba mais – Inaugurado no dia 3 de dezembro de 2009, o ‘Memorial da Inclusão: os Caminhos da Pessoa com Deficiência’ tem o propósito de reunir em um só espaço fotografias, documentos, manuscritos, áudios, vídeos e referências aos principais personagens, às lutas e às várias iniciativas que incentivaram as conquistas e melhores oportunidades às pessoas com deficiências. Aborda cada uma das quatro deficiências – auditiva, visual, intelectual e física. Apresenta atrações como a Sala Preparatória dos Sentidos, um local escuro com painéis de texturas diversas, alteração de temperatura e sensores sonoros e olfativos.

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