Associação em SP reabilita policiais militares com deficiência há 27 anos

Associação em SP reabilita policiais militares com deficiência há 27 anos

PMs ativos e inativos recebem apoio para recuperação física e mental, além de orientação jurídica. Familiares também são amparados, alguns desde a infância. São 26 mil atendimentos por ano. Instituição faz aniversário nesta quarta-feira, 29. Estado tem 7 mil policiais militares com deficiência.

Luiz Alexandre Souza Ventura

29 de janeiro de 2020 | 16h09


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Descrição da imagem #pracegover: Vários policiais militares, vestindo fardas da corporação, estão sentados em cadeiras de rodas, que são empurradas por cadetes. À frente, um homem negro, integrante do Corpo de Bombeiros, com vestimenta completa de trabalho, e um policial militar, também fardado, estão em pé segurando uma faixa branca com a sigla APMDFESP e dois símbolos de uma pessoa na cadeira de rodas na cor azul. Crédito: Divulgação.


Alessandra Laurenzano é Cabo da Polícia Militar de São Paulo. Tem duas filhas gêmeas, de 4 anos, e uma das meninas, Carolina, nasceu com paralisia cerebral. Foi uma mudança completa na vida e na rotina diária da PM e de sua família. E a construção do caminho nessa nova realidade tem participação fundamental da APMDFESP – Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo, que faz aniversário nesta quarta-feira, 29. Completa 27 anos de trabalho.

Carolina recebe atendimento de equipe multidisciplinar, com fisioterapeutas, terapeuta ocupacional e fonoaudióloga. São atividades para estimular o desenvolvimento das habilidades motoras e cognitivas. Também tem acompanhamento psicológico e faz equoterapia.

Em casa, a menina tem cadeira de rodas e de banho com adaptação, usa bomba de infusão, tem dieta controlada, órteses nas mãos e nos pés, dorme em cama hospitalar com colchão especial, precisa de seringas e de fraldas. Todo o material e os equipamentos são fornecidos pela associação.


Descrição da imagem #pracegover: Foto em uma sala de atendimento da APMDFESP. A Cabo Alessandra Laurenzano, que tem pele clara, cabelos lisos e pretos, na altura dos ombros, veste camisa branca com estampa de corações vermelhos. Ela está com a filha Carolina, de 4 anos, nos braços. A menina tem cabelo escuros, lisos e curtos, e veste camisa cinza. As duas estão sorrindo. Crédito: Divulgação.


Para o Tenente Coronel Sérgio Ferreira da Silva, de 51 anos, Comandante do 3º Batalhão de Polícia de Choque – Batalhão Humaitá (3ºBPChq), foram duas situações que colocaram a associação em ação.

Anos atrás, com fortes dores no ombro e na coluna, ele precisou de sessões de fisioterapia para recuperar a mobilidade que a função exige. Além dos cuidados com a saúde, o comandante e outros policiais receberam orientações jurídicas. Esse conhecimento ajudou o oficial em questões envolvendo sua irmã, que usa uma cadeira de rodas.


APMDFESP – 27 anos de muito trabalho

APMDFESP – 27 anos Cuidando Bem da Família Policial Militar

Publicado por Associação Apmdfesp em Segunda-feira, 27 de janeiro de 2020


SP tem aproximadamente 7 mil policiais militares com deficiência. Essas duas histórias, e muitas mais, fazem parte do 27 anos da APMDFESP e dos 26 mil atendimentos que a associação presta por ano.

Fundada em 1993 e pioneira no Brasil, nasceu dentro do Centro Médico da PM, quando dois policiais que ficaram paraplégicos, Jefferson Patriota e José Roberto Pinatti, conversavam sobre as dificuldades que tinham em comum.

O atual presidente da associação, Antonio Figueiredo Sobrinho, ficou paraplégico em 1989, quando estava de folga e foi ferido por uma bala perdida. “Nosso maior desafio é a recuperação emocional e social do policial militar aposentado compulsoriamente por invalidez e afastado da corporação”, diz o presidente.

“Atingido no corpo e na autoestima, afastado do seu trabalho, o policial é acolhido e passa por um detalhado trabalho de reabilitação e aceitação de uma nova condição de vida”, explica Sobrinho.

Além da sede, a instituição tem seis representações, três na capital paulista e três em Mogi das Cruzes, Campinas e em Santos. Associados com dificuldades de locomoção recebem materiais hospitalares de uso contínuo em casa, inclusive fora de SP. Além disso, representantes da diretoria visitam os acamados.

“É uma forma de demonstrar respeito e consideração por aqueles que deram suas vidas no cumprimento de seu dever e na defesa da sociedade”, completa o presidente.

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