Bailarinos com deficiência e as diversas formas do movimento

Bailarinos com deficiência e as diversas formas do movimento

Companhia Pulsar apresenta o espetáculo 'Por trás da cor dos olhos' neste fim de semana na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, encerrando a turnê de seu 15º aniversário.

Luiz Alexandre Souza Ventura

22 Outubro 2015 | 15h14

Foto: Divulgação

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O espetáculo ‘Por trás da cor dos olhos’, da Pulsar Cia de Dança, está em cartaz desde 2012. No palco, nove bailarinos – dois com deficiência – dispensam os meios tradicionais de locomoção. A dinâmica é construída a partir de uma pesquisa de movimento nos níveis baixo e médio, onde os próprios corpos são meios de locomoção entre si, com uso de tecidos, pranchas rolantes, pesos e suspensão.

A presença de uma bailarina com deficiência visual e de um dançarino em cadeira de rodas no elenco amplia a compreensão sobre os limites do corpo e sobre como o movimento existe de diversas formas. O trabalho é uma releitura de ‘Haploss’ primeiro espetáculo da companhia dirigida por Maria Teresa Taquechel.

A trilha sonora, inédita, é composta pelo músico Bernardo Gebara, com desenho de luz de Renato Machado e figurino assinado pelo ateliê Muggia. Em cena estão Andrea Chiesorin, Camila Fersi, Bruno Alsiv, Laura Canabrava, Marina Magalhães, Marianne Panazio, Moira Braga, Raphael Arah, Rogério Andreolli.

SERVIÇO
‘Por trás da cor dos olhos’
Onde: Fundação Cidade das Artes – Grande Sala
Endereço: Av. das Américas, nº 5300, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
Quando: 23 a 25 de outubro
Horário:
– Sexta-feira, dia 23 = 15h
– Sábado, dia 24 = 20h
– Domingo, dia 25 = 18h
Ingresso:
– R$ 30 (inteira)
– R$ 15 (meia entrada)
– R$ 10 (estudantes de dança)
Duração: 50 minutos
Censura: livre
Lotação: 200 lugares
Funcionamento da bilheteria: terça a domingo, de 13h às 19h
Em dias de apresentação, de 13h até 30 min após o início do espetáculo

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Saiba mais – A Pulsar completa 15 anos em 2015. Já apresentou-se em diversas cidades brasileiras. É residente do Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro. Ministra oficinas, palestras e debates sobre a importância do fluir estético na diferença. Dedica-se à construção de obras coreográficas em dança contemporânea, refletindo em sua pesquisa a multiplicidade do indivíduo e a produção artística entre corpos ímpares com resoluções próprias de movimento.

Em 2004 recebeu o Prêmio Ordem ao Mérito Cultural. No mesmo ano, representou a América Latina na Cerimônia de Abertura do Internacional VSA Arts Festival, no Kennedy Center, em Washington (EUA). Em 2009 realizou o primeiro Festival Corpos Ímpares, do Edital da Caixa Cultural – Apoio a Festivais. Por meio de fomentos, realizou a segunda edição em 2012 e a terceira em 2015. Recebeu também os prêmios ‘Fomento Viva a Cultura 2015’, ‘SMC – Fomento Viva a Arte 2014’, ‘Prêmio Klaus Vianna 2013 e 2012 (Circulação/Criação)’ e ‘Fundo de Apoio à Dança FADA – SMC 2011’.

Foto: Divulgação

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