Campanha busca recursos para centro de tratamento à microcefalia na Paraíba

Campanha busca recursos para centro de tratamento à microcefalia na Paraíba

Ação de crowdfunding criada pelo IPESQ é liderada pela médica Adriana Melo, que alertou as autoridades brasileiras sobre a relação da doença com o vírus Zika. Projeto desenvolvido voluntariamente pelo arquiteto Jonas Lourenço será erguido em terreno cedido pela Prefeitura de Campina Grande, com tijolos doados pela Cerâmica Salema.

Luiz Alexandre Souza Ventura

25 Outubro 2016 | 15h47

Uma campanha de crowdfunding criada pelo IPESQ (Instituto Professor Joaquim Amorim Neto de Desenvolvimento, Fomento e Assistência a Pesquisa Científica e Extensão), e liderada pela médica e pesquisadora Adriana Melo, pretende arrecadar R$ 200 mil para a construção do Centro de Apoio Integrado de Microcefalia em Campina Grande, na Paraíba.

Colaborações ao financiamento podem ser feitas no Cartase com valores a partir de R$ 10.

A meta é erguer no terreno cedido pela prefeitura um local de referência em capacitação, pesquisa e atendimento gratuito e humanizado de mães e crianças diagnosticadas com a doença. Foi a doutora Adriana Melo, especializada em gestações de alto risco na maternidade pública de Campina Grande, quem alertou as autoridades brasileiras sobre a relação entre o vírus Zika e os casos de microcefalia.

Cartase_Microcefalia

O projeto do centro foi desenvolvido, de forma voluntária, pelo arquiteto Jonas Lourenço e será erguido em um terreno cedido pela Prefeitura de Campina Grande, com tijolos doados pela Cerâmica Salema.

A microcefalia afeta o sistema nervoso central e causa, entre outras, deficiências na fala, deglutição, cognição, que podem ser significativamente amenizadas quando as crianças recebem estímulos cerebrais até dois anos de idade. Requer muitos cuidados aos pacientes e orientações às mães.

O objetivo do Centro de Apoio Integrado de Microcefalia é proporcionar tratamento às crianças, reunindo múltiplas especialidades médicas necessárias para os cuidados, em um único lugar. Além disso, é necessário continuar as pesquisas para desvendar muitos aspectos ainda desconhecidos.

A médica Adriana Melo, especializada em gestações de alto risco na maternidade pública de Campina Grande, foi quem alertou as autoridades brasileiras sobre a relação entre o vírus Zika e os casos de microcefalia. Foto: Reprodução

A médica Adriana Melo, especializada em gestações de alto risco na maternidade pública de Campina Grande, foi quem alertou as autoridades brasileiras sobre a relação entre o vírus Zika e os casos de microcefalia. Foto: Reprodução

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