Campanha pede remédio no SUS para evitar cegueira em pessoas com diabetes

Campanha pede remédio no SUS para evitar cegueira em pessoas com diabetes

Quando não é tratada, a retinopatia diabética pode atingir o centro do olho e causar o edema macular diabético. Medicamento está aprovado, mas ainda não tem protocolo para distribuição.

Luiz Alexandre Souza Ventura

18 de dezembro de 2020 | 14h24

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Representação da visão de quem tem Retinopatia Diabética mostra uma mulher em frente ao mar. Imagem tem uma grande mancha escura no centro, o que impede a visão completa da foto. Crédito: Divulgação.

Descrição da imagem #pracegover: Representação da visão de quem tem retinopatia diabética mostra uma mulher em frente ao mar. Imagem tem uma grande mancha escura no centro, o que impede a visão completa da foto. Crédito: Reprodução.


Uma campanha organizada pela ONG Retina Brasil, com apoio o negócio social de advocacy Colabore com o Futuro, pede a distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS) do aflibercepte, remédio para a retinopatia diabética, primeira causa de cegueira dos 20 e 74 anos.

Pessoas com diabetes têm risco 25 vezes maior de perder a visão. A retinopatia diabética afeta os pequenos vasos da retina, região do olho responsável pela formação das imagens enviadas ao cérebro. Quando os vasos comprometidos se rompem, o sangue e outros líquidos podem extravasar para os tecidos ao redor da retina e atingir a mácula, a região central da retina, dando origem ao Edema Macular Diabético (EMD).

Após 20 anos com essa condição, mais de 90% das pessoas com diabetes tipo 1 e 60% com o tipo 2 apresentarão algum grau de retinopatia. Quando diagnosticada em tempo e tratada corretamente, o risco da cegueira pode ser reduzido para menos de 5%.


Caixa do remédio Eylia, para tratamento do Edema Macular Diabético (EMD), fabricado pela Bayer. Crédito: Reprodução.

Descrição da imagem #pracegover: Caixa do remédio Eylia, para tratamento do Edema Macular Diabético (EMD), fabricado pela Bayer. Crédito: Reprodução.


 
O aflibercepte foi aprovado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e deveria estar em distribuição desde maio de 2020. Um atraso na publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) pelo Ministério da Saúde impede a liberação do tratamento. O remédio é usado na rede particular desde 2016 e custa, em média, R$ 10 mil por ano, mas estima-se que os gastos após a pessoa ficar cega são três vezes maiores.
 
A campanha ‘Olhe para essa Causa’, para mobilizar a sociedade e chamar atenção ao problema, tem um manifesto que recolhe assinaturas. Para participar, clique aqui.


REPORTAGEM COMPLETA EM LIBRAS (EM GRAVAÇÃO)
Vídeo produzido pela Helpvox com a versão da reportagem na Língua Brasileira de Sinais.


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