Catavento da inclusão

Catavento da inclusão

Em museu de São Paulo, pessoas com deficiência criaram e monitoram atividades educativas sobre ciência, nutrição e sustentabilidade. Ação fortalece a importância da igualdade e da diversidade.

Luiz Alexandre Souza Ventura

01 de fevereiro de 2020 | 10h59


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Descrição da imagem #pracegover: Um grande grupo de pessoas com e sem deficiência, formado por crianças, jovens e adultos, está em volta de uma mesa. As pessoas utilizam diferentes materiais. Crédito: Divulgação.


Uma iniciativa no Museu Catavento, em São Paulo, mostra aos visitantes que igualdade e diversidade têm tudo a ver com ciência, nutrição e sustentabilidade. O projeto ‘Educação para uma Vida Melhor’, inaugurado em janeiro, desenvolvido e monitorado por 13 pessoas com deficiências, físicas, auditivas e visuais, foi idealizado pela equipe de inclusão da Bayer, que pretende ampliar as ações para outros locais fora de SP, como escolas e cooperativas.

São oficinas e brincadeiras que ensinam de forma lúdica sobre o processo de plantio, a polinização das abelhas e a importância das frutas para a imunidade. O monitores recebem o público, fazem a introdução sobre a atividade, organizam e acompanham os ensinamentos práticos. Da chegada à despedida, são 30 minutos de duração.

Os grupos são formados por crianças bem pequenas até adultos, com e sem deficiência, em atividades de apelos diferentes para cada público, inclusive para pessoas com autismo, síndrome de Down e outras condições.

“Foram dois meses de capacitação com workshops de desenvolvimento em criatividade, desenvolvimento pessoal, comunicação e sobre os temas para desenvolver”, explica Marília Tocalino, que tem deficiência visual e coordena o projeto.

“As crianças nem percebem as deficiências. Na entrada do espaço, um aviso esclarece que a iniciativa é desenvolvida por pessoas com deficiência, mas muita gente passa direto e só toma conhecimento desse detalhe quando já está na atividade”, comenta a coordenadora.


Descrição da imagem #pracegover: Um grande grupo de pessoas com e sem deficiência, formado por crianças, jovens e adultos, está em volta de uma mesa. As pessoas utilizam diferentes materiais. Crédito: Divulgação.


Em janeiro foram quatro oficinas.

CUCA FÉRTIL – Visitantes aprendem sobre todo o processo de plantio, explorando o tato, colocando as mãos na terra manuseando materiais como uma meia fina, sementes e adereços decorativos.

CORRIDA DAS ABELHAS OPERÁRIAS – Em um circuito (individual ou grupo), as ‘abelhas operárias’ polinizarão quatro flores de cores diferentes e coletam o néctar, que é depositado na colmeia.

EXÉRCITO DAS FRUTAS – Jogo que separa em pratos coloridos os alimentos e suas funções.

AROMAS CORES E SABORES – Oficina sobre polinizadores e como podemos contribuir para que eles tenham alimentos.

As sessões têm horário marcado e distribuição de senha. O projeto segue ao longo do ano para grupos agendados de acordo com o interesse das escolas.

O Museu Catavento fica no Palácio das Indústrias, na Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/n°, junto à região central de São Paulo. Não abre às segundas-feiras e a entrada é gratuita às terças-feiras. Funciona das 9h às 17h, mas bilheteria fecha às 16h. Os ingressos custam R$ 10, com e meia-entrada (R$ 5) para estudantes, idosos e pessoas com deficiência. Informações pelo telefone (11) 3315-0051.

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