Coronavírus: grupo identifica mais de 300 famílias de pessoas com deficiência em situação de miséria

Coronavírus: grupo identifica mais de 300 famílias de pessoas com deficiência em situação de miséria

Rede fez levantamento em 172 instituições de seis Estados. População foi diretamente afetada pela pandemia da covid-19 e não tem recursos para comprar comida, itens de higiene ou remédios. Associação lançou campanha de doações. ONU publicou alerta mundial sobre o abandono das pessoas com deficiência.

Luiz Alexandre Souza Ventura

27 de março de 2020 | 14h32


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Descrição da imagem #pracegover: Menina com deficiências severas está sentada em uma cadeira de rodas com o rosto abaixado. Ela veste roupa cor de rosa e tem cabelos pretos, que estão presos com diversas fivelas. Crédito: Reprodução.


Atualizado às 18h37 de 28/3/2020 – Um levantamento da Ação Social para Igualdade das Diferenças (ASID Brasil), em 172 instituições de seis Estados, identificou 326 famílias de pessoas com deficiência diretamente afetadas pela pandemia do coronavírus. De acordo com a organização, a população encontrada está em situação de miserabilidade absoluta e não tem recursos para obter itens de alimentação, higiene ou medicamentos.

O mapeamento foi feito nesta semana, entre a segunda-feira, 23, e esta quinta-feira, 26, nos locais onde a ASID atua. Segundo o grupo, são 203 famílias em SP, 43 no Paraná, 33 no RJ, 21 em Mato Grosso, 18 em Alagoas e 8 em Santa Catarina.

A rede lançou uma campanha de doações (clique aqui) e trabalha para cadastrar as famílias localizadas nas instituições parceiras, única maneira segura de garantir que o itens doados cheguem à população em dificuldades.

“Já conseguimos cadastrar mais de 300 famílias”, diz Luiz Hamilton, diretor da ASID Brasil.


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Na semana passada, a Organização das Nações Unidas fez um alerta mundial sobre o abandono das pessoas com deficiência durante a pandemia.

No texto publicado em vários idiomas, a relatora especial da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência, Catalina Devandas, afirmou que “pouco foi feito para fornecer as orientações e apoios necessários às pessoas com deficiência para protegê-las durante a atual pandemia do COVID-19, apesar de muitas delas pertencerem ao grupo de alto risco”.

Em todo o planeta, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos confirmados ultrapassa 465 mil e mais de 21 mil pessoas morreram por causa do coronavírus.

No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou, até agora, 77 mortes e 2.915 casos, em todas as unidades federativas.



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