Criar e compartilhar conteúdo acessível

Criar e compartilhar conteúdo acessível

Plataforma reúne mais de 300 especialistas em materiais digitais acessíveis, produtos táteis e transcrição, Libras e audiodescrição.

Luiz Alexandre Souza Ventura

23 de abril de 2015 | 09h17

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O que você precisa saber sobre pessoas com deficiência

Imagem: Divulgação

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Acessibilidade é boa para todos e, por ser interdisciplinar, deveria fazer parte de todos os cursos universitários, para que os profissionais compreendam totalmente o universo das pessoas com deficiência. A avaliação é feita pela professora Mary Grace Pereira Andrioli, idealizadora da plataforma ‘Critco’, criada para tornar qualquer conteúdo acessível.

“A Critco nasceu da ideia de ser uma empresa que desse liberdade e ao mesmo tempo novas oportunidades a profissionais competentes, criando uma rede mútua de colaboração, aprendizagem e retorno financeiro justo para todos. Além disso, considera as demandas da sociedade atual por acessibilidade e tem como missão favorecer a produção de conteúdos acessíveis e a entrega ágil e de qualidade, diminuindo barreiras de tempo e espaço”, diz Mary Andrioli.

No ar há dois meses, o projeto já tem mais de 300 colaboradores em todo o Brasil, iniciativa da Engrenar, empresa que funciona no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) da Cidade Universitária da USP. Na próxima segunda-feira, 27, um evento para a imprensa, com presença do fundador da startup, Maurício Andrioli, apresenta oficialmente a ferramenta.

Para a professora, a escassez de acessibilidade, principalmente em materiais educacionais, é fruto da falta de conhecimento sobre as necessidades impostas por cada deficiência, mas ela destaca a tecnologia como forte aliada para reverter este quadro. “Houve muito avanço a partir de 2010, com mais pesquisas sobre esse tema e também com os professores mais próximos da tecnologia. Aproximadamente 80% dos docentes têm acesso a notebooks, tablets e smartphones. E, felizmente, esses dispositivos já são fabricados com aplicativos que respeitam as exigências universais de acessibilidade”, diz.

Pedagoga e mestra em acessibilidade, Mary Andrioli ressalta as estratégias usadas por professores para captar a atenção de alunos surdos como o ‘combustível’ para a criação, ainda no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), na faculdade de pedagogia, de um software para proporcionar acesso de estudantes com deficiência ao conteúdo apresentado.

E para o caminho daqueles sem possibilidades de chegar à escola, Andrioli afirma tratar-se de uma carência de políticas públicas que vislumbrem como eliminar essa distância sem permitir que um possível isolamento prejudique o aprendizado.

Saiba mais – Você pode acompanhar as novidades sobre a ferramenta no Facebook.com/CritcoAcessibilidade, no Twitter.com/CritcoOficial e no Youtube.com/user/PlataformaCritco.

Imagem: Reprodução

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