Hoje é o Dia Mundial da Esclerose Múltipla

Hoje é o Dia Mundial da Esclerose Múltipla

Enfermidade neurológica e crônica acomete aproximadamente 35 mil pessoas no Brasil. Conscientização ajuda a sociedade a identificar os sintomas e a compreender a rotina de quem convive com a doença.

Luiz Alexandre Souza Ventura

25 Maio 2016 | 09h44

“A esclerose múltipla é uma doença muito particular e, por isso, a evolução da ocorre de forma individualizada”, diz Jefferson Becker, médico neurologista e presidente do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla e Doenças Neuroimunológicas (BCTRIMS).

Nesta quarta-feira, 25, Dia Mundial da Esclerose Múltipla, campanhas de conscientização buscam esclarecer de que forma a pessoa que tem EM enfrenta sintomas como fadiga, formigamentos, tremores, fraqueza, desequilíbrio, alterações visuais, espasticidade e até mesmo atrofia cerebral, que se caracteriza pela perda acelerada e precoce do volume do cérebro.

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A meta é ajudar a sociedade a identificar esses sintomas e a compreender como é rotina de quem convive com a doença, que não tem cura e atinge aproximadamente 35 mil pessoas no Brasil e 2,3 milhões no mundo, a maioria jovens, em especial mulheres, na faixa etária de 20 a 40 anos.

Entenda – Esclerose Múltipla é uma doença neurológica inflamatória crônica, na qual células do sistema imunológico do paciente passam a atacar a bainha de mielina, revestimento dos neurônios, causando lesões no cérebro e também na medula. Os sinais se manifestam de acordo com a área do cérebro que foi afetada.

“Qualidade Vivida: há vida para quem tem Esclerose Múltipla”

“Existem quatro tipos de esclerose múltipla, mas o mais comum é o remitente-recorrente, que se manifesta em aproximadamente 85% dos casos. Neste quadro, há alguns períodos de exacerbação da doença, os chamados surtos, que duram mais do que 24h e podem deixar ou não sequelas no paciente”, afirma Jefferson Becker

Há terapias capazes de controlar a evolução da doença. “Quanto mais cedo surgir diagnóstico e começar o tratamento, maiores as chances de controle e retardo dos efeitos, para mais qualidade de vida”, conclui o especialista.

Quer saber mais sobre a Esclerose Múltipla? Acesse:

ABEM. O que é Esclerose Múltipla

Atlas da Esclerose Múltipla 2013

O que é Esclerose Múltipla

Esclerose Múltipla – Sinais e Sintomas

Avaliação e controle da atrofia cerebral na Esclerose Múltipla

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